A Polícia Civil de Marília prendeu uma mulher de 25 anos por envolvimento direto no assassinato de Agnaldo Souza Barbosa, de 54 anos. O crime, que aconteceu na noite de quarta-feira (9), chocou moradores da zona norte da cidade pela extrema violência.
Agnaldo foi morto em um terreno baldio na rua Santos Dumont. Segundo a investigação, ele sofreu facadas no rosto e no pescoço, e teve o corpo incendiado. Inicialmente, a mulher havia sido ouvida como testemunha. Porém, um novo depoimento do suspeito preso em flagrante apontou que ela teria desferido os golpes fatais.
Com base nas evidências, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) representou pela prisão temporária, que a Justiça autorizou. Agentes localizaram a mulher na praça São Miguel, região central de Marília, frequentada por pessoas em situação de rua.
Suspeita ajudou a matar e queimar a vítima
O delegado Marcelo Perpétuo confirmou que as provas indicam, sem dúvidas, a participação da mulher. Após a nova versão do homem preso, a polícia concluiu que ela esfaqueou Agnaldo e ajudou a incendiar o corpo.
O motivo do crime foi considerado fútil. Segundo o suspeito, a discussão começou porque Agnaldo se recusou a pagar R$ 10 após consumir uma pedra de crack com os envolvidos. A briga, então, terminou de forma violenta e cruel.
Testemunhas viram um casal arrastando o corpo antes de atear fogo. Em seguida, a polícia prendeu o homem, que estava com roupas sujas de sangue e ferimentos de luta corporal. No primeiro depoimento, ele afirmou ter agido em legítima defesa, mas mudou sua versão.
A mulher também tentou se isentar, dizendo que foi ameaçada e obrigada a permanecer na cena. No entanto, o novo depoimento do comparsa reforçou a acusação contra ela, inclusive na tentativa de carbonizar o corpo da vítima.
A DIG quer manter a mulher presa por 30 dias. Enquanto isso, os investigadores aguardam laudos periciais que devem esclarecer os últimos detalhes. O caso é tratado como homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel. Se forem condenados, os dois suspeitos podem pegar até 30 anos de prisão.






