Uma mulher de 28 anos matou o companheiro a facadas na madrugada desta sexta-feira (1º), no Jardim Unesp II, em Tupã. A Polícia Militar prendeu a suspeita em flagrante após vizinhos acionarem a corporação, ao ouvirem gritos na residência.
Ao chegarem, os policiais encontraram Paulo Henrique Nascimento Brito da Silva, de 27 anos, caído na garagem, com sangramento intenso e sem sinais vitais. Em seguida, a equipe de resgate confirmou o óbito no local.
Defesa do filho motivou o ataque
Ela confessou ter desferido as facadas. Segundo seu relato, Paulo tentou agredir seu filho. Por isso, ela pegou uma faca para proteger a criança e o atacou.
A perícia apontou quatro ferimentos no corpo da vítima: no peito esquerdo, nas costas, na mão direita — indicando tentativa de defesa — e na coxa esquerda. A faca usada, com lâmina de aproximadamente 12 cm, foi apreendida pela polícia.
Em depoimento, a mulher explicou que vivia em união estável com Paulo Henrique há sete meses. O casal morava com os filhos de relacionamentos anteriores. Na noite do crime, Paulo chegou alterado, iniciou uma discussão, xingou a companheira e a agrediu com o cabo de uma faca. Ao ver as crianças chorando e Paulo jogar um tênis na cabeça do filho dela, ela perdeu o controle e o esfaqueou.
Ela afirmou que não teve intenção de matar, mas sim impedir novas agressões. Além disso, relatou que já sofrera outras agressões e apresentava lesões no nariz, braços, pernas, pescoço e cabeça no momento da prisão.
A autoridade policial classificou o caso como homicídio privilegiado, pois o crime ocorreu sob forte emoção, após provocação injusta. Isso pode reduzir a pena prevista em lei. A prisão em flagrante foi decretada. Enquanto isso, as crianças ficaram sob os cuidados de uma vizinha até a chegada dos avós.
A pena para homicídio simples pode chegar a 20 anos de prisão em regime fechado. No caso de homicídio privilegiado, a punição pode ser reduzida de um sexto a um terço, conforme a decisão judicial.






