PROJETO DE LEI

Projeto de lei em Marília muda cálculo do IPTU e taxa de iluminação a partir de 2026

Prefeitura propõe novas alíquotas progressivas e atualização do valor venal dos imóveis
Divulgação
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A Prefeitura de Marília enviou à Câmara Municipal o Projeto de Lei Complementar nº 16/2025, que propõe alterações no Código Tributário do Município (Lei Complementar nº 889/2019). A medida traz mudanças no cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), na Planta Genérica de Valores (PGV) e na Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública e Monitoramento Urbano (CIPM).

Se aprovado, o projeto entra em vigor em 1º de janeiro de 2026. A atualização do IPTU poderá ser feita por decreto do Executivo, com base em índices como inflação (IPCA), valorização do mercado imobiliário, obras públicas e dados do Observatório de Mercado Imobiliário.

As alíquotas passam a ser progressivas, variando conforme o valor venal do imóvel. Já a CIPM terá cobrança vinculada ao consumo de energia elétrica, com isenção para famílias inscritas na Tarifa Social.

Quadro Comparativo – IPTU e CIPM (Marília)

Quadro comparativo: alterações no IPTU e CIPM

Resumo das principais mudanças propostas pelo Projeto de Lei Complementar nº 16/2025, em Marília

Item Como é hoje Como fica em 2026
IPTU Atualizado pela PGV com regras atuais Atualização por decreto e alíquotas progressivas
Alíquota Residencial Alíquota única ou pouco diferenciada De 0,25% a 0,40% conforme valor venal
Alíquota Não Residencial Alíquota única De 0,43% a 0,75% conforme faixa de valor
Aumento IPTU Ajuste integral no exercício Diluição: 50% da diferença a cada exercício
CIPM (Iluminação) Cobrança por categorias limitadas Todos os imóveis considerados beneficiados; cobrança por consumo
Isenção CIPM Isenções específicas e limitadas Isenção para consumidores da Tarifa Social
Valor venal Baseado em critérios gerais da PGV Novo cálculo: profundidade, topografia, localização e padrão construtivo

Observação: se aprovado, o projeto passa a vigorar em 1º de janeiro de 2026 e tramita em regime de urgência na Câmara Municipal.

Segundo a Prefeitura, as mudanças modernizam o sistema tributário, alinham o município à Emenda Constitucional nº 132/2023, que trata da reforma tributária, e buscam equilíbrio nas contas públicas. O projeto tramita em regime de urgência na Câmara Municipal.

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