O Marília Atlético Clube (MAC) estuda adotar o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A iniciativa busca profissionalizar a gestão e assegurar sustentabilidade financeira. A proposta aparece em um momento de impasse com a Prefeitura de Marília, responsável pelo estádio municipal Abreuzão, utilizado pelo time desde 1942.
Segundo a diretoria, o clube reúne condições para avançar ao novo modelo. Desde 2019, o MAC realizou ampla reestruturação financeira. Como resultado, reduziu dívidas de mais de R$ 30 milhões para pouco mais de R$ 1 milhão. Além disso, manteve salários em dia e conquistou reconhecimento da Federação Paulista de Futebol.
O desempenho em campo reforça essa confiança. O time disputou duas finais da Copa Paulista e realizou boas campanhas na Série A3 do Campeonato Paulista. Assim, a diretoria acredita que a SAF ajudará a atrair investidores e permitirá viabilizar a construção de um Centro de Treinamento moderno.
O presidente Alysson Alex Souza e Silva destaca que a mudança é estratégica.
“O Marília já demonstrou gestão eficiente e credibilidade. Agora, queremos transformar essa base em um modelo sustentável, capaz de levar o clube ainda mais longe”, declarou em nota.
Apesar do otimismo, a transição envolve desafios jurídicos e administrativos. Entre eles, está a definição de regras claras para o uso do estádio municipal em partidas oficiais.






