BAURU

Jovem de 20 anos morre em confronto com a Polícia Militar

Policial reagiu a disparo efetuado pelo suspeito durante abordagem no bairro Santa Edwirges
Divulgação
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Um jovem de 20 anos morreu durante um confronto com a Polícia Militar (PM) na noite desta quinta-feira (23), no bairro Santa Edwirges, em Bauru. Segundo o boletim de ocorrência, ele estava sobre o telhado de um imóvel quando disparou um revólver calibre .32 contra um policial. Em resposta, o agente revidou com um tiro de pistola .40, atingindo o suspeito no tórax, que morreu no local. O PM não se feriu.

Confronto e fuga dos suspeitos

O Centro de Operações da PM (Copom) informou sobre vários indivíduos armados em um antigo salão de festas do bairro. Ao chegar, os policiais viram pessoas gritando para “correr e levar os BOs”. Enquanto isso, cinco mulheres permaneceram no local, sendo quatro adolescentes. Entretanto, os suspeitos fugiram pulando muros e telhados.

Durante a abordagem, um soldado subiu no telhado e avistou o jovem de 20 anos efetuando o disparo. O policial reagiu de imediato. Logo depois, a equipe encontrou um adolescente de 17 anos escondido atrás de uma caixa d’água no mesmo telhado. Com ele, os agentes apreenderam porções de substância esverdeada, aparentemente maconha, e outra escura, semelhante ao “dry”, que foram levadas à delegacia.

A arma usada pelo jovem foi localizada próxima ao corpo e entregue à equipe policial. A autoridade policial e o titular da 3ª Delegacia de Homicídios da Deic, Cledson Nascimento, estiveram no local. Além disso, a perícia técnica recolheu cinco motocicletas, um carro e celulares. Não foram encontradas drogas com o jovem atingido, apenas indícios de consumo anterior.

Segundo a polícia, no endereço acontecia um churrasco com cinco ou seis rapazes e cinco mulheres. As adolescentes não conheciam os jovens; por isso, foram ao local após convite de uma amiga que conheceu um dos participantes em um show.

Após oitivas e diligências iniciais, ficou comprovado que o policial agiu em legítima defesa, utilizando apenas os meios necessários para repelir a agressão. Portanto, o agente foi liberado e não sofreu nenhuma medida disciplinar. Assim, o caso segue sob investigação da Polícia Civil para registro e documentação.

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