HOMICÍDIO

Porsche incendiado em Pompeia resulta em prisão de irmãos em Marília

Crime começou em Marília e terminou na zona rural
Reprodução/NC Pompeia
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O caso do Porsche incendiado em Pompeia deixou a região em choque e acabou totalmente esclarecido pela Polícia Civil. Inicialmente, tudo começou como um incêndio em estrada rural, mas rapidamente se transformou em uma investigação de homicídio com provas técnicas, reconstituição dos fatos e prisões.

Na tarde de sexta-feira (16), moradores da zona rural de Pompeia avistaram um carro de luxo em chamas próximo à Estrada do Futuro. Imediatamente, a Brigada de Incêndio da prefeitura foi acionada e conseguiu controlar o fogo. Contudo, ao apagar as chamas, as equipes encontraram um corpo carbonizado no banco traseiro do veículo.

Além disso, o automóvel tinha placas de Marília e não registrou passagem por pedágios. Portanto, a polícia concluiu que os autores utilizaram estradas rurais para chegar ao local. Em seguida, a Polícia Científica realizou perícia detalhada, enquanto a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) assumiu o caso.

Com o avanço das diligências, os exames do Instituto Médico Legal confirmaram a identidade da vítima: Rafael Francisco Alves Ferreira, morador de Marília. Assim, o episódio do Porsche incendiado em Pompeia passou de mistério para homicídio com tentativa de ocultação de provas.

Reprodução/Redes Sociais

Como o crime ocorreu em Marília

Segundo a DIG, o assassinato aconteceu dentro de uma oficina no Jardim Aquarius, zona oeste de Marília. De acordo com a investigação, o crime teve relação direta com uma cobrança de dívida ligada à prática de agiotagem.

A polícia aponta que Rafael emprestava dinheiro a juros elevados e mantinha vínculo financeiro com dois irmãos investigados. Apesar de pagamentos repetidos — inclusive com transferência de imóveis e veículos —, a dívida continuava crescendo e se tornou impagável.

Por isso, Rafael voltou ao estabelecimento dos devedores para cobrar o valor. No local, ele teria agredido fisicamente um dos irmãos e demonstrado intenção de levá-lo à força para outro lugar, possivelmente para intimidação.

Essa hipótese foi reforçada por vestígios encontrados pela polícia. O Porsche estava estacionado em frente à oficina com o porta-malas aberto, e houve tentativa de arrastar o homem para fora do imóvel.

Diante disso, o outro irmão interveio. Armado com um martelo, ele golpeou Rafael repetidas vezes, que morreu ainda no local.

Do crime ao Porsche incendiado em Pompeia

Depois do homicídio, os suspeitos colocaram o corpo de Rafael no banco traseiro do próprio carro da vítima, envolveram-no com papelões e seguiram por uma estrada de terra até Pompeia, com acesso pela cidade de Oriente.

Ao chegar ao ponto isolado, incendiaram o veículo com um galão de gasolina para destruir provas e dificultar a identificação do corpo. Assim surgiu o Porsche incendiado em Pompeia, que chamou a atenção dos moradores e das autoridades.

Antes disso, os irmãos também teriam subtraído joias que estavam com a vítima. Posteriormente, esses objetos foram encontrados na casa dos investigados e apreendidos pela polícia, sendo anexados ao inquérito.

Prisões e desdobramentos

Na manhã de sábado (17), a Polícia Civil prendeu Marcos Alves da Costa e Marcelo Alves da Costa dentro da empresa da família — uma fábrica de trailers no Jardim Aquarius. Em seguida, eles foram levados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Marília.

No domingo (18), passaram por audiência de custódia e devem ser encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Álvaro de Carvalho.

Mesmo com o crime esclarecido, a DIG continua trabalhando para finalizar o inquérito, analisar provas técnicas, ouvir testemunhas e detalhar a participação individual de cada suspeito.

Na prática, o caso do Porsche incendiado em Pompeia se tornou um dos episódios criminais mais graves recentes da região e pode ser registrado como o primeiro homicídio do ano ligado a Marília.

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