SAÚDE

Anvisa alerta para risco de pancreatite com canetas emagrecedoras

Agência reforça uso com prescrição médica após aumento de notificações de efeitos graves
Stefamerpik/Freepik
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O aumento de casos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária a emitir um alerta nesta segunda-feira (9). A decisão ocorre após crescimento de notificações de eventos adversos registrados no Brasil e também no exterior.

O alerta envolve medicamentos agonistas do receptor GLP-1, como dulaglutida, liraglutida, semaglutida e tirzepatida. Segundo a Anvisa, esses produtos exigem prescrição médica e acompanhamento profissional, conforme as indicações aprovadas em bula.

Além disso, a agência destacou que o uso inadequado pode provocar pancreatite aguda. Em alguns casos, a doença pode evoluir para quadros graves, inclusive com risco de morte. Ainda assim, o órgão informou que mantém a avaliação de que os benefícios superam os riscos quando o paciente segue corretamente as orientações médicas.

Casos no Brasil e medidas adotadas

Entre 2020 e dezembro de 2025, a Anvisa registrou 145 notificações de suspeitas de eventos adversos relacionados a esses medicamentos. Nesse período, o órgão também contabilizou seis casos com desfecho de óbito.

Diante desse cenário, desde junho de 2025, farmácias e drogarias passaram a reter a receita médica dessas substâncias. Atualmente, a prescrição ocorre em duas vias e a venda só acontece com retenção do documento, válido por até 90 dias.

Com isso, a agência busca reduzir o uso fora das indicações autorizadas, especialmente em situações sem necessidade clínica comprovada.

Orientações a usuários e profissionais

A Anvisa orienta que usuários procurem atendimento médico imediato ao apresentar dor abdominal intensa e persistente. O alerta vale, principalmente, quando houver irradiação para as costas, além de náuseas ou vômitos — sinais compatíveis com pancreatite.

Já os profissionais de saúde devem suspender o tratamento ao suspeitar da reação. Além disso, não devem retomar o uso caso confirmem o diagnóstico. A agência também reforça a importância da notificação de eventos adversos no sistema VigiMed.

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