O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo iniciou o julgamento que pode alterar a composição da Câmara de Marília.
Na sessão de 26 de março de 2026, o relator Claudio Langroiva Pereira votou para cassar o partido Mobiliza no município. Além disso, ele propôs anular todos os votos obtidos pela legenda nas eleições proporcionais de 2024.
No entanto, o desembargador Mairan Maia Júnior pediu vista do processo. Por isso, o tribunal suspendeu o julgamento e ainda não aplicou qualquer penalidade.
Relator aponta irregularidades no partido
O relator acompanhou o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e determinou a cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap).
Além disso, ele incluiu no voto a inelegibilidade por oito anos de Sandro Eduardo Espadoto e de Juliana Ferreira do Nascimento.
Segundo o processo, Juliana atuou como candidata fictícia e permaneceu em Florianópolis durante o período eleitoral.
Votos podem ser anulados e gerar recontagem
Se o tribunal confirmar o voto, a Justiça Eleitoral anulará todos os votos do Mobiliza. Em seguida, recalculará os quocientes eleitoral e partidário.
Por consequência, a medida pode alterar diretamente a composição da Câmara.
Mudança pode atingir vereadora
Se a anulação ocorrer, a recontagem pode atingir a vaga ocupada por Rossana Camacho, do PSD.
Isso acontece porque ela conquistou a última cadeira disponível. Dessa forma, a retirada dos votos do Mobiliza pode levar à perda do mandato.
Por enquanto, o processo segue sem decisão final. O tribunal retomará o julgamento após a análise do pedido de vista.






