Uma fazenda localizada em Getulina passou a integrar o cadastro nacional que reúne empregadores envolvidos com trabalho análogo à escravidão.
O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou a atualização nesta terça-feira (7). Ao todo, o governo incluiu 176 novos nomes, na chamada “Lista Suja”. Entre eles, aparece a empresa Joca Participações, responsável pela Fazenda Aroeira.
Casos também aparecem fora de áreas remotas
A presença de um registro na região reforça que esse tipo de irregularidade não se limita a locais isolados. Pelo contrário, os dados mostram que essas situações também ocorrem em cidades do interior paulista.
Além disso, atividades como produção de carvão, pecuária, mineração, lavouras de café e construção civil seguem entre os principais cenários dessas ocorrências no país.
Inclusão ocorre após decisão final
O governo só inclui nomes após o fim do processo administrativo. Ou seja, quando não há mais possibilidade de recurso.
Ao mesmo tempo, 85 empregadores deixaram o cadastro nesta atualização, pois cumpriram o período mínimo exigido.
Fiscalização envolve diferentes órgãos
Auditores do trabalho conduzem as operações. Além disso, equipes atuam com apoio do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal.
Durante as fiscalizações, os agentes identificam condições degradantes, jornadas exaustivas e trabalho forçado.
Casos suspeitos podem ser denunciados pelo Sistema Ipê, canal oficial do governo federal.






