Professora é afastada após denúncia de maus-tratos em Marília

Criança de 7 anos teria sido exposta e ofendida em sala; caso é investigado como maus-tratos
Reprodução/Google Street View
Reprodução/Google Street View

Uma denúncia grave dentro de uma escola estadual de Marília levou ao afastamento de uma professora e mobilizou a Polícia Civil. O caso envolve suspeita de maus-tratos contra um aluno de apenas sete anos.

A mãe do menino procurou a polícia na manhã de quinta-feira (16) e relatou episódios frequentes de humilhação em sala de aula. A situação ocorreu na Escola Estadual Professora Carlota de Negreiros Rocha, no bairro Fragata.

Segundo a denúncia, a professora gritou com o aluno e afirmou, diante da turma, que ele não conseguia compreender a matéria. A princípio, a mãe tratou o caso como pontual. Por isso, enviou um bilhete à docente e pediu contato direto em situações semelhantes.

Áudios reforçam denúncia da família

Com o passar dos dias, o problema se intensificou. A mãe recebeu áudios gravados dentro da sala. Nos registros, conforme o relato, a professora fala de forma ríspida com o aluno e usa expressões ofensivas diante dos colegas.

Além disso, a responsável aponta retaliação. Após o bilhete, a professora expôs novamente o aluno. Segundo a mãe, a docente comentou o conteúdo da mensagem em sala e incentivou manifestações dos colegas, o que aumentou o constrangimento.

Outro ponto preocupa. De acordo com a família, outros pais relatam situações semelhantes e discutem uma possível ação conjunta.

Autoridades adotam medidas e investigam caso

Diante da gravidade, a polícia registrou o caso como crime de maus-tratos. Ao mesmo tempo, a mãe buscou orientação no Conselho Tutelar de Marília e decidiu pedir a transferência do filho para outra sala, para proteger o bem-estar da criança.

Por outro lado, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afastou a professora após receber a denúncia. Em nota, a Unidade Regional de Ensino de Marília repudiou a conduta atribuída à docente e iniciou uma apuração preliminar, com prazo de até 30 dias.

Além disso, a supervisão convocou os responsáveis para acolhimento e esclarecimentos. Um profissional do programa Psicólogos nas Escolas também atuará com os alunos.

Enquanto isso, a Polícia Civil continua a investigação e mantém o caso sob análise.

Compartilhar essa notícia