A abertura de novos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) em Marília não acontece de forma imediata. A Prefeitura informou que a expansão da rede exige análise técnica, cumprimento de normas nacionais e, principalmente, liberação de recursos externos.
O tema ganhou força após questionamento da vereadora Professora Daniela (PL), que propôs uma nova unidade para atender bairros da zona norte, como Maracá, Montana e Trieste Cavichiolli.
Regras definem onde e quando abrir unidades
Segundo a secretária Hélide Maria Parrera, o município segue uma série de normas para organizar a assistência social. Entre elas, estão a Lei Orgânica da Assistência Social e as diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
Esses critérios determinam desde o tamanho das unidades até o número de famílias atendidas. Além disso, o planejamento considera indicadores como vulnerabilidade social, densidade populacional e a estrutura já existente na cidade.
Por isso, a simples demanda por atendimento não garante a criação de um novo Cras.
Dependência de verba limita expansão
Outro ponto central envolve o financiamento. Embora a Prefeitura seja responsável pela execução dos serviços, a ampliação da rede depende de programas com repasses estaduais e federais.
Atualmente, não existe uma regra nacional que autorize automaticamente a abertura de novas unidades. Dessa forma, o município precisa aguardar a liberação de recursos e apresentar projetos técnicos para conseguir viabilizar a expansão.
Ainda assim, a secretaria mantém monitoramento constante dos dados sociais. Com isso, busca se antecipar e preparar propostas sempre que surgem novas oportunidades de investimento.
Cidade tem cinco unidades em funcionamento
Hoje, Marília possui cinco unidades do Cras espalhadas pelas regiões norte, sul e oeste. Esses centros funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e oferecem serviços voltados à proteção social básica.
Entre as ações, estão o acompanhamento de famílias, fortalecimento de vínculos e prevenção de situações de risco.
Apesar disso, a pressão por ampliação cresce. A vereadora argumenta que a zona norte concentra mais de 15 mil moradores e enfrenta aumento na demanda por assistência.
Além disso, ela ressalta que o Cras funciona como porta de entrada para programas sociais, o que reforça a necessidade de ampliar o acesso da população aos serviços.






