ACORDOS COMERCIAIS

China chama acordos com Trump de preliminares

Governo chinês afirma que negociações com os Estados Unidos ainda dependem de novos entendimentos
Kenny Holston/Reuters
Kenny Holston/Reuters

O governo da China afirmou neste sábado (16) que os acordos anunciados durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda possuem caráter preliminar.

A declaração partiu do Ministério do Comércio chinês após o encerramento da visita oficial de Trump a Pequim. O presidente norte-americano deixou o país na sexta-feira (15), depois de dois dias de encontros com o líder chinês Xi Jinping.

Apesar do clima amistoso e das cerimônias realizadas durante a visita, os dois governos divulgaram poucos detalhes concretos sobre investimentos, comércio e redução de tarifas.

Segundo comunicado publicado pelo ministério chinês, os dois países concordaram em criar um conselho de investimentos e outro voltado ao comércio bilateral.

Além disso, os grupos deverão negociar reduções tarifárias recíprocas e discutir cortes em taxas aplicadas sobre produtos específicos, incluindo itens agrícolas.

China e EUA discutem barreiras comerciais

O governo chinês também informou que os dois lados trabalharão para resolver barreiras não tarifárias e ampliar o acesso de determinados produtos aos mercados dos dois países.

Entre os pontos citados por Pequim estão questões relacionadas às exportações chinesas de produtos lácteos, itens aquáticos e bonsais para os Estados Unidos.

Além disso, a China busca reconhecimento internacional da província de Shandong como área livre de gripe aviária.

Por outro lado, o governo chinês afirmou que também analisará demandas apresentadas pelos Estados Unidos envolvendo exportações de carne bovina e carne de aves norte-americanas.

Até o momento, no entanto, o Ministério do Comércio da China não divulgou detalhes sobre empresas envolvidas, valores negociados ou prazos para implementação das medidas discutidas durante a visita oficial.

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