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Vera Cruz: ex-PM vai a presídio dos famosos

Reprodução
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doe sangue

Um ex-policial militar de Vera Cruz, preso por violência doméstica, foi transferido para a Penitenciária II de Potim, no Vale do Paraíba, conhecida nacionalmente como “presídio dos famosos”. A unidade já abrigou nomes como o médico Roger Abdelmassih e, mais recentemente, o banqueiro Daniel Vorcaro.

Uma decisão publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOE-SP) nesta segunda-feira (6) formalizou o afastamento preventivo do homem, de 52 anos, que atuava na Escola Estadual Professora Dirce Beluzzo Campos, em Vera Cruz. O funcionário foi afastado após a prisão.

Como a prisão aconteceu

O homem foi preso pela PM em sua residência, em Vera Cruz, no dia 28 de maio. A prisão aconteceu após o cumprimento de um mandado preventivo, expedido com base em investigações da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Segundo a investigação, ele teria danificado o carro da ex-companheira, de quem estava separado havia cerca de um ano e em favor de quem já haviam sido concedidas medidas protetivas. Além disso, ele responde por descumprimento dessa medida protetiva.

Depois de passar por uma unidade prisional provisória da região, o investigado foi transferido para a penitenciária que já recebeu outros presos de grande repercussão nacional.

Afastamento do cargo e defesa contesta prisão

O despacho do afastamento é assinado pelo secretário de Estado da Educação, Renato Feder. O documento aplica o artigo 70 da Lei nº 10.261/68 e determina o afastamento das funções, com efeitos retroativos a 5 de outubro de 2025.

A defesa protocolou, nesta segunda-feira (6), um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O pedido contesta a prisão preventiva no processo que apura o dano ao veículo em contexto de violência doméstica.

Com a publicação oficial do afastamento, o homem poderá ter os vencimentos suspensos ou parcialmente retidos enquanto permanecer custodiado, conforme as regras do funcionalismo público.

O processo criminal tramita sob sigilo na 2ª Vara Criminal de Marília. Paralelamente, a Secretaria de Estado da Educação deverá instaurar ou dar prosseguimento ao Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), que poderá resultar na demissão do investigado a bem do serviço público.

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