Um secretário municipal de Assis foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (13) durante uma operação da Polícia Civil. A investigação apura um caso de ameaça a vereador registrado no município em março deste ano.
Logo após a prisão, a Prefeitura de Assis anunciou a exoneração do investigado. Segundo a administração municipal, a medida tem caráter administrativo e busca garantir a continuidade dos serviços públicos enquanto o caso é apurado.
Operação cumpriu mandados
De acordo com a Polícia Civil, a Justiça expediu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão nesta fase da investigação. Além disso, os policiais apreenderam celulares e documentos, que passarão por perícia.
Na primeira etapa da operação, realizada no dia 7, os investigadores já haviam cumprido outros dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão.
Até a última atualização do caso, a Polícia Civil não havia informado quais elementos fundamentaram a prisão temporária do investigado.
Em nota, a Prefeitura de Assis afirmou que a investigação está relacionada ao caso envolvendo um vereador da cidade. Além disso, ressaltou que a exoneração não representa um julgamento antecipado e que serão respeitados o devido processo legal e o princípio da presunção de inocência.
A administração municipal também declarou que repudia qualquer forma de violência, ameaça ou intimidação contra agentes públicos, representantes eleitos ou qualquer cidadão.
Caso teve início em março
A investigação começou após um homem armado invadir a casa de um vereador de Assis na tarde de 23 de março.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito teria tocado a campainha da residência afirmando que realizava uma pesquisa para uma faculdade. No entanto, o vereador desconfiou da abordagem e começou a gravar a conversa com o celular.
Nesse momento, o suspeito teria sacado um revólver, anunciado um assalto e ordenado que a vítima permanecesse em silêncio. Conforme o registro policial, ele ainda teria engatilhado a arma e afirmado que recebeu ordens para matar o vereador e a esposa dele, que não estava na residência.
Ainda de acordo com a ocorrência, a motivação da ameaça teria relação com a atuação do vereador na Câmara Municipal.
Ao perceber que estava sendo filmado, o suspeito teria levado o celular da vítima e fugido. Em seguida, o vereador registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Depois disso, ele permaneceu afastado das atividades legislativas por 30 dias, alegando a necessidade de preservar a segurança da família.




