Uma mulher de 56 anos perdeu R$ 806 após cair em um golpe eletrônico em Marília. O caso aconteceu no Jardim Esplanada e foi registrado na tarde de quarta-feira (15) na Central de Polícia Judiciária (CPJ).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu mensagens de um número com prefixo de São Paulo por um aplicativo de celular.
A autora do contato se apresentou como advogada. Em seguida, afirmou que o marido da mulher teria vencido uma ação judicial em 2014 relacionada ao reembolso de um tratamento contra o câncer e que teria direito a receber R$ 12 mil.
Além disso, a golpista informou que um suposto promotor de Justiça faria contato para concluir o procedimento.
Criminoso acompanhou acesso ao celular
Na sequência, a vítima aceitou uma chamada de vídeo. Durante a ligação, o estelionatário acompanhou, em tempo real, todas as operações realizadas na tela do celular.
Segundo o relato da mulher, o criminoso disse que seria necessário realizar alguns procedimentos para evitar a cobrança de Imposto de Renda sobre a suposta indenização.
Além disso, ele afirmou que existiam pendências em cartões de crédito que impediriam o depósito do dinheiro. Com isso, convenceu a vítima a acessar os aplicativos bancários dela e do marido.
Seguindo as orientações recebidas durante a chamada, foram realizadas movimentações financeiras sem que a vítima percebesse o golpe.
Fraude será investigada pela Polícia Civil
Ao todo, a mulher perdeu R$ 676 retirados de sua conta poupança e outros R$ 130 transferidos via PIX da conta do marido. O prejuízo chegou a R$ 806.
No entanto, ela descobriu a fraude ao perceber que o link enviado pelos criminosos havia sido apagado. As conversas no aplicativo de mensagens também desapareceram.
Em seguida, a vítima procurou as instituições financeiras para comunicar o golpe.
Segundo o boletim de ocorrência, um dos bancos orientou o bloqueio e o recadastramento das senhas, mas negou o pedido de ressarcimento. Já a outra instituição abriu um procedimento para analisar a possibilidade de reembolso.
O caso foi registrado como estelionato e será investigado pela Polícia Civil.



