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Brasil vence Alemanha por 5 a 1 no judô em Blumenau

Amarelinha conquista Desafio Internacional após revanche sobre os alemães

Jonas Martins/CBJ
Jonas Martins/CBJ
JGL

Cinco lutas vencidas contra apenas uma derrota: assim o Brasil fechou o placar de 5 a 1 sobre a Alemanha e ficou com o título do Desafio Internacional de Judô, na noite de quinta-feira (30), em Blumenau (SC). O torneio voltou ao calendário da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) depois de oito anos parado, e a Amarelinha aproveitou bem a ocasião: encerrou um período de três anos sem bater os alemães em disputas por equipes mistas.

O resultado também teve gosto de revanche. No ano passado, no Mundial de Budapeste, os brasileiros haviam caído diante da mesma seleção germânica nas quartas de final, terminando a competição apenas em quinto lugar.

Como o Brasil construiu a vantagem

Shirlen Nascimento, atual campeã mundial, abriu o placar ao aplicar um ippon logo no início do golden score, na categoria abaixo dos 57 kg, superando Seja Ballhaus. Em seguida, o gaúcho Daniel Cargnin ampliou para 2 a 0 diante de Kevin Abeltshauser, somando um yuko a um ippon por imobilização na categoria até 73 kg. “As disputas contra a Alemanha sempre são decididas nos detalhes, porque são duas equipes muito equilibradas. Agora, o foco é aproveitar o período de preparação para chegar ao Mundial ainda mais forte e buscar essa medalha por equipes que tanto queremos, contando também com a união do grupo, que é um dos nossos maiores diferenciais”, avaliou Cargnin, já projetando o Mundial de Baku, no Azerbaijão, que começa em 4 de outubro.

Rafaela Silva, medalhista olímpica e campeã do Grand Slam de Paris em fevereiro, entrou na sequência para lutar acima da própria categoria, nos 70 kg. Pela frente, uma rival conhecida: Mirian Butkereit, que havia vencido a brasileira duas vezes no Mundial do ano passado. Dessa vez, porém, Rafaela reverteu um ataque da alemã e marcou um waza-ari; pouco depois, fechou a luta com um ippon na dividida, deixando o placar em 3 a 0. Rafael Macedo, de São José dos Campos, ampliou para 4 a 0 na categoria dos 90 kg ao finalizar Paul Friedrichs com uma chave de braço. “É sempre um privilégio lutar no Brasil, ainda mais em uma competição internacional com atletas de alto nível e medalhistas mundiais e olímpicos. Poder competir em casa, com o apoio da torcida, é muito especial e nos motiva a dar o nosso melhor para inspirar as novas gerações. Essa vitória também teve um gosto especial porque consegui corrigir os erros da derrota que sofri para essa adversária no ano passado, colocando em prática tudo o que venho treinando. Quando a gente luta no Brasil, quer retribuir o carinho de quem faz esforço para estar na arquibancada, então o nosso compromisso é entregar o melhor judô possível dentro do tatame”, disse Rafaela à CBJ.

O ponto alemão e o histórico do confronto

A Alemanha descontou com Alina Boehm, que superou a paulista Beatriz Freitas com um waza-ari na categoria acima dos 70 kg, reduzindo a diferença para 4 a 1. Ainda assim, Leonardo Gonçalves fechou a conta em 5 a 1 ao vencer Louis Mai nos 90 kg com uma chave de braço, especialidade do brasileiro na luta de solo.

Apesar do título, o retrospecto geral ainda favorece os alemães: desde 2013, em dez confrontos entre as seleções na categoria sênior, a Alemanha venceu seis vezes contra quatro do Brasil. A Amarelinha volta ao tatame internacional no Grand Prix de Lima, no Peru, etapa que também distribui pontos no ranking de classificação olímpica para os Jogos de Los Angeles 2028.

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