Pesquisadores da Universidade de Viena publicaram um estudo em agosto de 2026. O trabalho analisa como o cérebro dos cães reage a diferentes expressões do rosto humano. A pesquisa saiu no periódico científico iScience.
Laura Cuaya e Raúl Hernández-Pérez conduziram a pesquisa com 14 cães de estimação. A dupla usou ressonância magnética para mapear o cérebro dos animais. Antes dos testes, os cães passaram por um treinamento para conseguir ficar quietos e acordados dentro do aparelho.
O que os cães viram
Cada cão viu uma série de fotos com rostos humanos, todos de pessoas que não conheciam. As imagens traziam expressões variadas — felicidade, raiva, medo, tristeza e neutralidade — e provocaram uma resposta mais forte diante da alegria.
A resposta cerebral dos cães à alegria
As fotos de rostos alegres ativaram duas áreas no cérebro dos cães: o córtex temporal e o núcleo caudato. Essa segunda região também entra em ação quando o animal aguarda comida ou reconhece o cheiro de alguém familiar.
Essa reação teve intensidade parecida com a de um cão à espera de um petisco. Já as expressões negativas não despertaram o mesmo padrão no sistema de recompensa dos animais.
Diferença entre as emoções negativas
A análise do cérebro inteiro revelou algo inédito: os cães conseguem separar diferentes emoções negativas no rosto humano. O medo gerou um padrão cerebral próprio, enquanto raiva e tristeza não puderam ser distinguidas uma da outra.
Segundo o estudo, os cães desenvolveram habilidades sociais ao longo de milhares de anos de domesticação. Essas habilidades ajudam os cães a entender e cooperar com humanos.
“Isso sugere que rostos humanos felizes podem ter um significado emocional para os cães”, afirmou Laura Cuaya.
A pesquisadora recomenda que as pessoas sorriam mais para os cães — inclusive para os de estranhos encontrados em passeios.




