O Tribunal do Júri de Marília julga nesta terça-feira (12), às 9h30, Caio Baldinoti Alves dos Santos, acusado de matar o jovem Cauã Rafael Rodrigues Joca, de 19 anos, durante uma festa em uma chácara no distrito de Padre Nóbrega, na zona norte da cidade.
O crime aconteceu na madrugada de 16 de abril de 2023, durante a festa “Ressaca da Amnésia”, realizada na Chácara Margarida, propriedade do réu.
Segundo a investigação, Cauã e dois amigos tentavam entrar no evento sem pagar. Para isso, o grupo caminhou por um pasto ao lado da chácara e pretendia pular a cerca.
No entanto, ao se aproximarem do alambrado, um homem que estava dentro da propriedade questionou os jovens. Em seguida, efetuou um disparo que atingiu Cauã na cabeça.
Investigação apontou dono da chácara
Uma testemunha afirmou à polícia que viu Caio Baldinoti saindo da direção do alambrado logo após o disparo.
Além disso, o Ministério Público apontou que a arma usada no crime era uma pistola calibre 9 milímetros registrada em nome do acusado.
Ainda segundo a investigação, Caio demorou para entregar a arma às autoridades. Depois, quando apresentou o armamento, peritos encontraram danos e alterações no cano e no percussor. Por causa disso, o exame de confronto balístico não pôde ser realizado.
Além disso, o acusado também recusou fornecer material genético para comparação com vestígios encontrados no estojo da munição.
Defesa nega participação no crime
Após analisar as provas reunidas no inquérito, o juiz Paulo Gustavo Ferrari decidiu levar o caso ao Tribunal do Júri.
O acusado responderá por homicídio duplamente qualificado, com agravantes de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Por outro lado, a defesa sustenta que Caio é inocente. Segundo os advogados, ele permaneceu na mesa de som da festa no momento do disparo.






