Um adolescente de 14 anos invadiu uma escola estadual no Jardim Santa Antonieta, em Marília, na manhã desta quarta-feira (8), armado com uma faca de cozinha. Segundo a polícia, ele tentou atacar um funcionário da unidade, que seria o principal alvo da ação.
A Polícia Civil classificou o caso como ato infracional equivalente aos crimes de ameaça e lesão corporal. Por decisão judicial, o jovem acabou encaminhado à Fundação Casa.
Funcionário ferido durante a perseguição
Testemunhas relataram que o adolescente pulou o muro da Escola Estadual Professor Benito Martinelli e correu atrás do inspetor. O funcionário tentou escapar, mas caiu e sofreu escoriações no braço e na mão, além de torcer o tornozelo. Logo depois, ele recebeu atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona norte.
As câmeras de segurança registraram o momento da perseguição, enquanto um segurança tentava conter o agressor. Ainda conforme funcionários, o aluno havia avisado que buscaria uma faca para “acertar as contas” com o inspetor, e minutos depois cumpriu a ameaça.
Após o ataque, o adolescente fugiu novamente, pulando o muro da escola, mas a Polícia Militar localizou o endereço dele pouco depois. Dentro da residência, os policiais encontraram as roupas usadas no ataque escondidas sob brinquedos, além do boné, tênis e da faca entre utensílios domésticos.
A mãe acompanhou o filho até a Central de Polícia Judiciária (CPJ). O delegado responsável solicitou a internação provisória, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê afastamento em casos de grave ameaça ou violência.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a direção da escola manifestaram repúdio ao episódio. “A URE de Marília e a direção da E.E. Professor Benito Martinelli repudiam veementemente a incitação à violência. A equipe gestora interveio de imediato, acionou os responsáveis, a Polícia Militar e o Conselho Tutelar”, afirmou o comunicado.
Além disso, a Seduc informou que o funcionário já recebeu atendimento médico e passa bem. A URE também disponibilizou apoio psicológico e segue à disposição das autoridades e da comunidade escolar para prestar todos os esclarecimentos necessários.






