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doe sangue

Artefato militar de 1.800 anos é achado em ferro-velho

Peça guardava ossos carbonizados de guerreiro vândalo na Polônia

Umbo de escudo de guerreiro do século 2 achado em ferro-velho
Divulgação/Museu Padre Stanisław Staszic
JGL

Um cidadão encontrou um artefato militar de 1.800 anos dentro de um ferro-velho na cidade de Hrubieszów, no leste da Polônia — peça que guardava restos mortais carbonizados de um guerreiro. Wlodzimierz Starykiewicz procurava peças antigas de veículos no local quando avistou, por acaso, uma peça metálica corroída, segundo comunicado do museu local publicado no Facebook.

Especialistas do museu identificaram o artefato militar como um umbo de ferro com ponta — o reforço central de um escudo do século 2º, criado para proteger a mão de quem o empunhava.

Como os restos mortais foram descobertos

Ao examinar o interior da peça, os arqueólogos constataram que a terra compactada escondia ossos humanos carbonizados — resquício de um sepultamento milenar.

A superfície do ferro apresentava marcas de exposição a calor intenso e pátina de queima, evidência de que o escudo foi cremado junto com seu dono em uma pira ritualística.

Para o Museu Padre Stanislaw Staszic, o estado de conservação da peça e os ossos queimados em seu interior apontam claramente para o sepultamento por cremação de um guerreiro vândalo.

A idade e a localização desse artefato militar indicam que ele pertenceu a esse povo germânico, que habitava a região da atual Polônia, segundo o site Live Science. Os vândalos só migrariam para o sul, fixando-se no Norte da África em 429 d.C., muito depois do enterro do escudo.

Museu tenta localizar o sítio original

Restos de palha na terra seca que envolvia o objeto sugerem que ele foi atingido por um arado no campo e, sem que ninguém percebesse, acabou recolhido junto com a sucata metálica.

Com o túmulo original destruído pelo trabalho agrícola, o museu fez um apelo público na tentativa de localizar o campo de origem da peça, na esperança de que o fornecedor da sucata ajude a identificar o sítio e permita resgatar o que restou dele.

Para Bartlomiej Bartecki, diretor do museu, o achado indica claramente um sepultamento de cremação que foi violado.

“Os restos de plantas preservados na terra sugerem que a peça foi arada recentemente e descartada sem querer junto com a sucata”, afirma.

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