A Central de Polícia Judiciária (CPJ) registrou uma ocorrência envolvendo dano material, ameaça e injúria no Jardim Maria Izabel, na zona leste de Marília.
O caso foi levado à polícia na quinta-feira (17) e envolve o comprador de um imóvel, de 31 anos, um homem de 43 anos, empresário, e outro de 46 anos, corretor de imóveis.
Reparos no imóvel comprado estariam na raiz do desentendimento, de acordo com o que contaram os homens de 43 e 46 anos.
Por telefone, o homem de 31 anos teria feito ameaças aos dois e, na quinta-feira (17), teria dito que iria matá-los. Ainda segundo essa versão, ele foi até a imobiliária no mesmo dia e ofendeu os dois.
Versões apresentadas à polícia
Uma arma de fogo preta aparece no relato que o homem de 31 anos levou à Central de Polícia Judiciária (CPJ), horas depois do primeiro registro. Ele contou que o homem de 43 anos a teria exibido durante um encontro entre os dois naquela manhã, acompanhada de ameaças.
Na sequência do relato, o homem de 31 anos disse que teria entrado no próprio carro para se proteger. Ele atribuiu ao homem de 43 anos um soco contra o vidro da porta dianteira esquerda, que teria provocado marcas na estrutura do veículo.
Quebrar o estabelecimento comercial foi outra ameaça atribuída ao homem de 31 anos em ligações telefônicas, conforme o registro policial. Em uma academia, antes disso, ele teria abordado o homem de 46 anos e ameaçado agredi-lo fisicamente, segundo o relato do próprio corretor.
Negociação do imóvel e reparos
Pelos relatos apresentados, as conversas sobre o imóvel começaram no fim de 2025. O anúncio pedia R$ 550 mil pela residência, valor que teria caído para R$ 435 mil no fechamento do negócio. Entrou na conta, nesse acerto, a parte das melhorias que o comprador se dispôs a bancar.
Parte das melhorias previstas caberia ao homem de 31 anos, conforme o combinado descrito nos relatos, e a instalação de uma janela na área de serviço ficaria com a imobiliária. Bolor e infiltrações apareceram nas queixas que ele teria feito assim que se mudou, junto com o pedido de novos reparos.
No banheiro da suíte, segundo quem intermediou o negócio, foram bancadas obras e outros serviços para tentar resolver o que vinha sendo apontado. Ficou de fora a pintura externa, que as chuvas recentes teriam adiado.
A Polícia Civil requisitou ao Instituto de Criminalística uma perícia no automóvel. Os envolvidos também receberam orientação sobre eventual representação criminal, que pode ser apresentada no prazo de seis meses.




