Caminhoneiros desistiram de realizar uma paralisação nacional após o governo federal publicar novas regras para garantir o pagamento mínimo do frete.
A decisão ocorreu depois da edição da Medida Provisória 1.343/2026 e de duas resoluções que reforçam a fiscalização e obrigam o cumprimento da tabela de valores no transporte rodoviário de cargas.
Novas regras impedem frete abaixo do mínimo
Entre as medidas, uma das resoluções estabelece punições para empresas que descumprirem o piso mínimo do frete.
Além disso, outra regra impede a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) quando o valor estiver abaixo do permitido. Dessa forma, o transporte irregular não pode circular.
Com isso, as novas normas atendem uma reivindicação antiga da categoria, que ganhou força após a paralisação nacional de 2018.
Medida provisória reforça fiscalização
As resoluções colocam em prática a medida provisória, que já está em vigor enquanto tramita no Congresso Nacional.
O governo informou que os valores do frete vão acompanhar a variação do diesel. Ou seja, sempre que houver mudança relevante no preço, os valores serão atualizados.
Além disso, a fiscalização nas rodovias foi ampliada, o que aumenta o controle sobre irregularidades no setor.
Categoria recua após avanço nas negociações
Diante dessas mudanças, representantes dos caminhoneiros decidiram recuar da paralisação anunciada anteriormente.
Segundo lideranças da categoria, quando há diálogo e cumprimento das regras, não há motivo para greve.
O governo também reforçou o compromisso de manter negociações abertas e evitar retrocessos nas medidas adotadas.
Por fim, a avaliação é de que as novas regras garantem mais segurança, renda e estabilidade para os profissionais do transporte rodoviário.






