PADRE NÓBREGA

Cão doente gera investigação por suspeita de maus-tratos em Marília

Animal foi encontrado debilitado em imóvel de Padre Nóbrega e caso será apurado pela Polícia Civil
Reprodução
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Um cachorro encontrado em estado debilitado mobilizou equipes de segurança e proteção animal no distrito de Padre Nóbrega, zona norte de Marília, na tarde deste domingo (7). Como resultado, a ocorrência levou à abertura de uma investigação por suspeita de maus-tratos.

A Polícia Militar recebeu a denúncia por meio do telefone 190. Segundo as informações, o animal permanecia preso ao portão de uma residência. Quando os policiais chegaram ao endereço, uma equipe do Corpo de Bombeiros já havia retirado o cachorro do local.

No imóvel, os agentes observaram sinais evidentes de fraqueza. O cão permanecia deitado e não conseguia se locomover normalmente. No entanto, os policiais encontraram água e alimento disponíveis. Além disso, o local apresentava boas condições de higiene.

Avaliação veterinária reforça suspeita

Diante da situação, a polícia acionou uma entidade de proteção animal para prestar apoio. Em seguida, um médico-veterinário examinou o cachorro e identificou suspeita de cinomose associada à falta de tratamento adequado.

Conforme o profissional, o quadro pode caracterizar maus-tratos. Por isso, ele elaborou um laudo técnico que agora integra a investigação.

Uma aposentada de 65 anos se apresentou como responsável pelo imóvel. Ela explicou que a residência pertenceu à irmã, já falecida, e atualmente faz parte de um processo de inventário.

Segundo a mulher, o cachorro atuava na guarda do patrimônio e recebia cuidados frequentes. Além disso, ela afirmou que o neto, apontado como responsável direto pelo animal, visita regularmente o local para fornecer alimentação, água e acompanhar seu estado de saúde.

Polícia Civil dará sequência às apurações

A moradora relatou que o cão adoeceu recentemente. Ainda assim, ela negou qualquer intenção de causar sofrimento ao animal, que tem aproximadamente 10 anos.

Após analisar a ocorrência, o delegado responsável não constatou situação de flagrante. Entretanto, determinou a abertura da investigação para esclarecer os fatos e verificar eventual responsabilidade criminal.

Por fim, as autoridades orientaram a família sobre os procedimentos necessários. Enquanto isso, o cachorro permaneceu sob os cuidados dos responsáveis e o caso segue em apuração.

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