A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano apresentou um plano para encerrar o atendimento provisório às famílias removidas dos predinhos da CDHU, no conjunto Paulo Lúcio Nogueira, na zona sul de Marília. A Justiça determinou a desocupação após laudos técnicos apontarem problemas estruturais em blocos do condomínio, que possui 880 unidades.
Desde então, 733 famílias recebem auxílio-moradia de R$ 1 mil mensais, pago em partes iguais pelo Estado e pela Prefeitura de Marília. Agora, a proposta prevê soluções definitivas conforme o perfil de cada morador ou proprietário.
Atendimento às famílias e adesões
Entre outubro e dezembro de 2025, a CDHU convocou os beneficiários para atendimento no Ganha Tempo. Nesse período, 613 famílias compareceram. Além disso, atendimentos extras elevaram o total para 811 registros.
Ao mesmo tempo, moradores sem vínculo contratual receberam a opção de adesão à Carta de Crédito Individual do programa Casa Paulista, com subsídio de R$ 10 mil para aquisição de imóvel financiado. Parte dos beneficiários aceitou a proposta, enquanto outros seguem avaliando.
Como funciona a divisão dos grupos
O plano separa os ex-moradores em quatro grupos. Primeiro, ocupantes sem contrato formal poderão receber parcela única de R$ 10 mil. Nesse caso, o valor encerra o auxílio-moradia e exige desistência de eventual ação judicial.
Já mutuários com contrato regular e histórico de pagamento poderão aderir ao programa Recompra. Nessa modalidade, a CDHU readquire o imóvel, com indenização proporcional que pode chegar a R$ 60 mil, conforme o número de parcelas quitadas.
Contratos de gaveta e demais situações
Moradores com contrato de gaveta terão a situação analisada conforme a legislação estadual. Caso sejam considerados elegíveis, poderão regularizar a titularidade e aderir à Recompra. Caso contrário, receberão parcela única de R$ 15 mil, nos mesmos moldes do primeiro grupo.
Por fim, mutuários que não recebem auxílio-moradia também poderão aderir ao programa, desde que aguardem a conclusão do atendimento aos beneficiários do auxílio provisório.
Prazo para encerramento do auxílio
Em todos os casos, o não comparecimento ou a recusa às propostas implicará o encerramento do compromisso de regularização. Além disso, quando aplicável, o pagamento do auxílio será interrompido após três meses.
Próximos passos
Para viabilizar os acordos, a CDHU pretende levar unidades móveis de atendimento a Marília em março de 2026. As equipes contarão com apoio jurídico, técnico e do Cejusc para formalizar os termos.
Segundo a companhia, a medida busca dar eficiência administrativa, controlar os custos e definir prazo para o fim do auxílio-moradia, evitando prorrogações indefinidas.






