Uma operação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) terminou com a apreensão de três adolescentes suspeitos de atuar no tráfico de drogas no bairro Tóffoli, na zona sul de Marília.
Segundo a Polícia Civil, os menores administravam um ponto de venda de entorpecentes que já vinha sendo monitorado pelos investigadores.
Durante a ação, policiais flagraram os adolescentes — dois de 17 anos e um de 16 — em uma biqueira conhecida da região. Conforme a investigação, um dos menores carregava uma sacola semelhante às utilizadas para armazenar drogas.
Assim que perceberam a aproximação das equipes, os três tentaram fugir. Um deles correu em direção a uma área de mata, enquanto os outros seguiram pela rua. No entanto, os policiais conseguiram cercar e deter os suspeitos poucos metros depois.
Com os dois adolescentes de 17 anos, os investigadores encontraram R$ 103 e R$ 213 em dinheiro, além de kits com haxixe e tabaco preparados para comercialização.
Polícia apreendeu drogas com adesivo do ‘Seu Madruga’
Já o adolescente de 16 anos carregava uma sacola com grande quantidade de drogas e dinheiro. Segundo a Polícia Civil, ele resistiu à abordagem e os agentes precisaram usar algemas para contê-lo.
Ao todo, os policiais apreenderam R$ 1.136 em notas diversas, 321 microtubos verdes com cocaína, 21 microtubos cilíndricos com a mesma substância e 62 microtubos adesivados com a imagem do personagem “Seu Madruga”.
Além disso, os investigadores encontraram 60 microtubos rosa contendo crack, outras porções da droga armazenadas em recipientes vermelhos e embalagens plásticas, além de quatro porções de maconha embaladas em sacos do tipo “zip lock”.
Todos os adolescentes foram levados para a sede da Dise em Marília.
Menor disse que receberia R$ 1,3 mil pelo tráfico
Segundo a Polícia Civil, nenhum dos três adolescentes frequentava a escola.
Durante depoimento, o menor de 16 anos afirmou que receberia R$ 1,3 mil para permanecer no ponto de tráfico entre 8h e 22h realizando a venda de drogas.
Após os procedimentos, os três permaneceram apreendidos e seguiram para a Fundação Casa de Marília, onde ficaram à disposição da Justiça.
A Polícia Civil também pediu a internação provisória dos adolescentes pelo prazo máximo previsto em lei, de 45 dias.



