Duas pessoas saíram no prejuízo de uma mesma negociação de moto em Marília. Um jovem de 27 anos pagou R$ 6 mil por uma Honda CG 150 Titan ESD 2015 e ficou sem o veículo. O dono real da moto, por sua vez, não viu um centavo. Entre os dois, um intermediário falso teria embolsado tudo. A Polícia Civil registrou o caso na terça-feira (4) e apura estelionato praticado por meio eletrônico.
Como a negociação avançou
O anúncio estava no marketplace do Facebook, com a moto oferecida por R$ 6 mil. O comprador procurou o suposto vendedor e recebeu um endereço: a moto estaria numa empresa, disponível para conferência antes do fechamento.
Lá, quem o recebeu foi um homem que se dizia irmão do anunciante. O comprador examinou o veículo, deu uma volta de teste e topou o negócio. Em seguida, os dois passaram num despachante para preencher o recibo de transferência. Depois seguiram para um cartório, onde fariam o reconhecimento de firma.
O pagamento saiu em duas parcelas de R$ 3 mil por PIX. A chave informada, no entanto, estava no nome de uma mulher — indicação do suposto vendedor.
Quando a fraude apareceu
A espera no cartório derrubou a farsa. O homem que mostrara a moto comentou que também aguardava o dinheiro da venda. A demora acendeu o alerta nos dois. Foi assim que perceberam a existência de um terceiro, que teria montado a intermediação falsa e ficado com o valor.
O verdadeiro dono do veículo imaginava que receberia direto do comprador. Este, por outro lado, já tinha mandado tudo para o golpista. O negócio foi desfeito e a Polícia Civil abriu investigação para chegar ao autor.
Uma precaução simples evita esse tipo de armadilha: negocie sempre com o proprietário que consta no documento do veículo e confira se o nome do titular da chave PIX bate com o do documento. Se não bater, pare a transação.




