Duas vítimas caíram na mesma armadilha ao mesmo tempo, sem saber. Um engenheiro civil de 35 anos e um tratorista de 36 procuraram a Polícia Civil na tarde de quarta-feira (1º), depois de perceberem que foram enganados pelo golpe do intermediário durante a negociação de uma motocicleta em Marília.
Como o golpe começou
Tudo teve início quando o engenheiro anunciou a venda de uma Honda CB Twister por R$ 9,5 mil no Marketplace do Facebook. Um suposto interessado logo entrou em contato pelo WhatsApp e, para parecer confiável, pediu fotos e vídeos extras do veículo.
Em seguida, o golpista alegou que revenderia a moto a um pedreiro que prestava serviços para ele, e que esse funcionário seria o responsável por buscar o veículo. Pediu ainda que o engenheiro não comentasse o valor combinado, com a justificativa de que havia negociado um preço menor para lucrar na intermediação.
Uma segunda vítima entra na história
Enquanto negociava com o engenheiro, o criminoso usou as mesmas fotos da moto para criar um segundo anúncio falso no Marketplace — dessa vez por R$ 6 mil, valor abaixo do mercado. A oferta atraiu um tratorista de 36 anos, que também acreditou na negociação.
O golpista disse ao tratorista que a moto pertencia ao engenheiro, mas que ele fazia a intermediação da venda. Orientou a vítima a se apresentar como o tal pedreiro no momento da retirada, alinhando as histórias para que o verdadeiro dono da moto não desconfiasse do esquema.
O encontro que revelou o golpe
Na quarta-feira, o tratorista foi até o endereço combinado e encontrou o engenheiro. Seguindo as instruções do criminoso, os dois conversaram apenas sobre a entrega do veículo, sem mencionar valores — o que evitou, por ora, que a farsa fosse descoberta ali mesmo.
Durante o encontro, o golpista manteve contato simultâneo com as duas vítimas e pressionou o tratorista a fazer o pagamento via Pix imediatamente.
Pagamento e desaparecimento
A primeira chave Pix enviada, em nome de um terceiro, apresentou problema técnico e a transferência de R$ 5 mil não foi concluída. O criminoso então enviou uma segunda chave, vinculada a outra pessoa, e o tratorista conseguiu fazer o pagamento.
Assim que o dinheiro caiu na conta, o golpista bloqueou o contato das duas vítimas e sumiu. Só ao confrontarem as informações entre si, o engenheiro e o tratorista perceberam que haviam sido enganados juntos, pelo mesmo golpista.
Perfil falso já foi excluído
As vítimas relataram que o perfil usado no Marketplace foi apagado logo após a fraude, o que deve dificultar a identificação do responsável. A Polícia Civil registrou o caso como estelionato e investiga tanto a identidade do criminoso quanto os titulares das contas bancárias usadas para receber os valores.



