Um caso de invasão digital e violação de privacidade terminou em prisão em flagrante em Marília. Um homem de 33 anos acessou contas online de mulheres e armazenou fotos íntimas sem autorização.
A investigação começou quando uma jovem de 26 anos percebeu movimentações estranhas em sua conta Google, vinculada ao celular. Logo depois, ela verificou o sistema de localização e identificou que outro aparelho acessava seus dados. Assim, ela decidiu agir imediatamente.
Vítima rastreia suspeito e vai até o local
Com as informações em mãos, a vítima localizou um endereço na avenida João Martins Coelho, no Jardim Santa Antonieta. Em seguida, ela foi até o local acompanhada do marido.
Ao confrontar o suspeito, o homem admitiu o acesso indevido. Além disso, ele afirmou que tinha o hábito de invadir perfis aleatórios para buscar imagens íntimas, principalmente em galerias e no Google Fotos.
Na sequência, ele permitiu que a vítima acessasse o celular para encerrar a sessão da conta. Nesse momento, ela identificou várias outras contas conectadas no aparelho, incluindo a de uma adolescente de 13 anos. Ou seja, o alcance da prática era ainda maior.
Celular armazenava centenas de imagens
Durante a verificação, a vítima encontrou centenas de fotos de cunho íntimo no dispositivo. Havia imagens pessoais e também de pessoas desconhecidas.
Além disso, parte do material circulava por meio do aplicativo Telegram, segundo o registro policial. Dessa forma, o conteúdo não ficava restrito apenas ao aparelho.
Diante da situação, a Polícia Militar foi acionada e levou o suspeito até a Central de Polícia Judiciária.
Suspeito usava perfis falsos para enganar vítimas
Em depoimento, o homem afirmou que criava perfis falsos em redes sociais. Com isso, ele enganava usuários e conseguia acesso a senhas, geralmente sob o pretexto de recuperação de contas.
Além disso, ele já respondeu anteriormente por práticas semelhantes. Por isso, a polícia apreendeu o celular e manteve o suspeito preso em flagrante.
A Polícia Civil avaliou o caso e confirmou a prisão. Pela legislação brasileira, invadir dispositivos e armazenar ou divulgar imagens íntimas sem consentimento configura crime.
Agora, a investigação continua e deve identificar outras possíveis vítimas.






