Violência doméstica terminou com a prisão em flagrante de um homem de 31 anos na noite de quarta-feira (22), no bairro Alto Cafezal, zona oeste de Marília. Segundo a Polícia Militar, ele teria agredido, ameaçado e injuriado o próprio pai, de 75 anos.
A vítima sofreu uma luxação no braço esquerdo e apresentava lesões no rosto provocadas por socos. Além disso, os policiais encontraram o idoso na calçada, em frente à residência, logo após a denúncia.
Vítima relatou agressões recorrentes
A Polícia Militar foi acionada por volta das 22h45 para atender uma ocorrência de violência doméstica. Ao chegar ao imóvel, a equipe encontrou o idoso com ferimentos aparentes.
Segundo a vítima, ela mora com o filho e sofreria agressões frequentes. Além disso, já existiriam registros anteriores de violência doméstica.
O idoso contou que o homem teria se irritado por não encontrar um isqueiro. Em seguida, ele teria desferido socos e feito ameaças de morte.
Os policiais entraram na residência e localizaram o suspeito. Conforme o registro da ocorrência, ele admitiu ser usuário de crack e disse que havia consumido a droga naquele dia. Também afirmou que perdeu o controle durante a discussão e acabou agredindo o pai.
Prisão foi mantida pela Polícia Civil
O homem recebeu voz de prisão em flagrante. Além disso, os policiais utilizaram algemas diante do risco de fuga e para preservar a integridade física dos envolvidos.
Na Central de Polícia Judiciária (CPJ), a vítima formalizou o interesse em representar criminalmente contra o filho.
Após analisar o caso, a autoridade policial ratificou a prisão pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica, ameaça e injúria, enquadrados na Lei Maria da Penha.
A Polícia Civil não arbitrou fiança. Segundo a decisão, pesaram a reiteração das agressões, a violência praticada contra uma pessoa idosa e as ameaças de morte atribuídas ao investigado.
Além disso, a autoridade policial representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O pedido considera o histórico de violência, o risco de novas agressões e a vulnerabilidade da vítima.
O investigado permaneceu preso e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Álvaro de Carvalho, onde permanecerá à disposição da Justiça.



