ECONOMIA

Inflação projetada para 2025 cai para 5,17%, aponta Boletim Focus

Expectativa do mercado segue em queda há sete semanas; dólar e juros também têm projeções revisadas
Foto: Sérgio Lima/Poder360
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O mercado financeiro reduziu novamente a estimativa de inflação para 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) pelo Banco Central, a expectativa para o IPCA caiu de 5,18% para 5,17%. Este é o sétimo recuo consecutivo nas projeções.

Há quatro semanas, o mercado projetava uma inflação de 5,25% para o ano. Apesar da melhora, o índice segue acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. Assim, o limite superior da meta é de 4,5%.

Para os anos seguintes, as previsões permanecem estáveis: 4,5% em 2026 e 4% em 2027.

Crescimento do PIB permanece estável

A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2025 segue em 2,23%. Já para 2026, houve leve alta: de 1,86% para 1,89%. Para 2027, o mercado prevê crescimento de 2%.

Dólar também tem expectativa de queda

As previsões para o câmbio também foram revistas. A estimativa para o final de 2025 caiu de R$ 5,70 para R$ 5,65. Há quatro semanas, o valor previsto era de R$ 5,77.

Para o final de 2026, a nova previsão indica dólar a R$ 5,70 — abaixo dos R$ 5,75 estimados anteriormente. Para 2027, o mercado espera a moeda americana a R$ 5,71. Esta é a terceira semana seguida de queda nas projeções de cotação.

Selic deve continuar em 15% ao ano

A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, deve permanecer nesse patamar em 2025. Essa estimativa está mantida há três semanas. Para os anos seguintes, o mercado projeta Selic em 12,50% (2026) e 10,50% (2027).

O Comitê de Política Monetária (Copom) informou, em ata recente, que pretende manter os juros no mesmo nível nas próximas reuniões. No entanto, não descarta novos aumentos, caso a inflação volte a subir.

Vale lembrar que a Selic influencia diretamente os custos do crédito e o ritmo da economia. Quando está alta, o objetivo é conter a demanda e desacelerar os preços. Por outro lado, taxas mais baixas tendem a estimular o consumo e a produção, com impacto direto sobre o crescimento econômico.

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