JUSTIÇA

Irmãos acusados de matar jovem em Garça vão a júri em setembro

Tribunal de Justiça de São Paulo marcou julgamento para 30 de setembro; caso teve grande repercussão no município desde fevereiro de 2024
Divulgação
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) marcou para 30 de setembro o júri dos irmãos acusados pela morte de Gabriel Henrique Scarrella de Souza, de 18 anos, em Garça. O crime ocorreu em fevereiro de 2024 e causou forte repercussão no município. Atualmente, os réus Reginaldo Trindade dos Santos, 38 anos, e Reinaldo Trindade dos Santos, 36, seguem presos.

Além disso, a sessão do Tribunal do Júri deve começar às 9h, no Fórum de Garça. Como o processo corre em segredo de Justiça, parte dos detalhes do caso tem restrição de acesso.

Crime aconteceu dentro da casa da vítima

Gabriel Henrique Scarrella de Souza morreu na tarde de 24 de fevereiro de 2024, dentro da própria residência, na rua Santana, no bairro Vila Cavalcante, em Garça.

Segundo as investigações, dois homens invadiram o imóvel e atacaram o jovem com extrema violência. De acordo com a apuração, eles usaram pedaços de madeira, além de socos e chutes. A vítima morreu ainda no local. Familiares, entre eles crianças, presenciaram a agressão.

Depois do crime, policiais militares do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) iniciaram buscas pela cidade. Em seguida, os agentes localizaram os irmãos em um bar nas proximidades da rua da Estação. Conforme os registros policiais da época, ambos confessaram a morte do jovem.

Acusação e defesa devem sustentar versões no júri

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) vai atuar na acusação durante a sessão marcada para setembro. A Promotoria busca a condenação por homicídio triplamente qualificado, por meio cruel, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, também incluiu violação de domicílio e ameaça.

Por outro lado, a defesa dos réus, feita pelo advogado Pedro Henrique Delfino Moreira dos Santos, sustenta que os jurados devem considerar a circunstância envolvendo a suposta violação da dignidade sexual da filha de um dos acusados.

Segundo a defesa, Gabriel teria mantido relacionamento com a jovem e, antes do crime, espalhado vídeos e fotos para expor e humilhar a ex-companheira.

Réus seguem presos até o julgamento

Reginaldo admitiu ter espancado a vítima até a morte. Já Reinaldo afirmou que acompanhou o irmão para garantir que ninguém impedisse o ataque, segundo o relato do caso.

Durante a prisão, os policiais apreenderam celulares e uma faca. Agora, com o fim da fase de instrução, a Justiça levará os acusados ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida.

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