VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Justiça manda prender suspeito de espancar ex em Marília

Homem de 30 anos é investigado por tentativa de feminicídio e segue foragido
Divulgação
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A Justiça de Marília decretou a prisão preventiva do homem de 30 anos investigado por espancar a ex-companheira, de 24 anos, em um condomínio na zona norte da cidade. A decisão saiu nesta terça-feira (23), após pedido da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Até agora, o suspeito continua foragido.

Além da tentativa de feminicídio, a investigação também apura ameaça, injúria, dano e violência doméstica. O caso aconteceu na tarde de domingo (21), em um condomínio na rua Santos Dumont. Na ocasião, moradores acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem uma discussão intensa e sons de agressão.

Vítima precisou de atendimento hospitalar

Quando os policiais chegaram ao local, equipes do Corpo de Bombeiros já socorriam a vítima e a levavam ao Hospital das Clínicas (HC) de Marília. Depois disso, ela permaneceu internada para realizar exames complementares.

Segundo os autos, a jovem queria encerrar o relacionamento, mas o ex-companheiro não aceitava a separação. Durante a discussão, ele teria feito acusações de traição, proferido ameaças e desferido socos e chutes em várias partes do corpo da vítima.

Além disso, a mulher afirmou que o agressor bateu a cabeça dela contra a parede e o chão. De acordo com a investigação, a quantidade de sangue encontrada no local reforçou a gravidade dos ferimentos e evidenciou a violência do ataque.

Decisão aponta violência e risco de fuga

Na decisão, o juiz Paulo Gustavo Ferrari destacou a existência de provas da materialidade dos crimes, indícios de autoria e a extrema violência empregada nas agressões. Além disso, o magistrado considerou a prisão preventiva necessária para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e proteger a vítima e testemunhas.

Ainda conforme a decisão, a ação dos vizinhos pode ter interrompido a sequência das agressões. Isso porque eles acionaram a polícia ao ouvirem a briga no apartamento.

Depois do ataque, o investigado deixou o condomínio em um Volkswagen Gol cinza. Em seguida, ele bateu no portão do residencial e causou danos à estrutura.

Investigação aponta possível destino do suspeito

As investigações indicam que o homem seguiu pela rodovia BR-153 em direção ao município de Guaimbê. Por isso, esse deslocamento também pesou no entendimento da Justiça sobre o risco de fuga.

Os policiais não encontraram sinais claros de violência dentro do apartamento. No entanto, a equipe viu grandes manchas de sangue no corredor do prédio, no corrimão, nas paredes e até na porta de outra unidade.

No hospital, a vítima apresentava hematomas no rosto, nos olhos, na boca e no nariz. Em depoimento, ela afirmou que o ex-companheiro, pai de seu filho, era ciumento, possessivo e não aceitava o fim do relacionamento.

Além disso, o registro policial aponta que o investigado tomou o celular da jovem para impedir pedidos de socorro. Segundo o depoimento, ele também disse que ela estava com “os dias contados” e ameaçou prejudicá-la com denúncias falsas ao proprietário da empresa onde ela trabalha.

Diante da gravidade do caso e dos elementos reunidos na apuração, a Polícia Civil enquadrou o episódio como tentativa de feminicídio. Agora, qualquer força policial do país pode cumprir o mandado de prisão preventiva.

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