PREDINHOS DA CDHU

Justiça mantém Estado em caso da CDHU em Marília

Nova decisão rejeita recurso da Fazenda e reforça obrigação de recuperar ou substituir imóveis na zona sul
Reprodução
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O Tribunal de Justiça de São Paulo voltou a negar um pedido da Fazenda do Estado no processo envolvendo os prédios interditados da CDHU na zona sul de Marília. Com isso, o governo estadual continua obrigado a responder judicialmente pela recuperação ou substituição dos imóveis.

A decisão partiu da desembargadora Mônica Serrano, integrante da 7ª Câmara de Direito Público. Ela também participou da decisão que determinou a interdição dos 880 apartamentos em 2023.

O novo entendimento representa mais um revés para a Fazenda do Estado. Anteriormente, a Vara da Fazenda Pública já havia responsabilizado o Estado, a CDHU e a Prefeitura de Marília pelas condições estruturais dos imóveis.

Justiça destaca situação das famílias

Ao analisar o recurso, a magistrada afirmou que o envolvimento do Estado no caso ficou evidente ao longo do processo judicial.

A decisão ainda menciona a realidade enfrentada pelas famílias beneficiadas pelo programa habitacional. Segundo o documento, os moradores vivem em situação de forte vulnerabilidade econômica e social.

Além disso, o Tribunal ressaltou dificuldades relacionadas ao acesso a serviços básicos e às condições precárias enfrentadas pelos antigos ocupantes dos apartamentos.

A decisão também abriu prazo para manifestação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e do Ministério Público do Estado de São Paulo, instituições responsáveis pela ação.

Condomínio segue abandonado

Após a retirada das famílias, a CDHU e a Prefeitura passaram a custear aluguel social para mais de 800 moradores afetados pela interdição.

Enquanto isso, o conjunto habitacional permanece vazio e sem ocupação regular. O cenário atual inclui registros de depredação, invasões, furtos e descarte irregular de materiais.

Moradores da região também relatam crescimento de mato alto, acúmulo de entulho e aumento na presença de insetos no entorno dos blocos interditados.

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