REGISTRO CASSADO

Médico Rafael Pascon é proibido de atuar após decisão do Cremesp

Psiquiatra segue preso e enfrenta acusações graves envolvendo pacientes em diferentes cidades
Divulgação
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Logo após meses de investigação e repercussão, o caso do psiquiatra Rafael Pascon ganhou um novo capítulo. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, Conselho Regional de Medicina de São Paulo, determinou a interdição cautelar do profissional, impedindo legalmente que ele exerça a medicina.

A medida passou a valer em 27 de março de 2026 e tornou o registro do médico inativo. Com isso, Rafael Pascon não pode mais atuar na profissão enquanto o processo segue em andamento.

O psiquiatra está preso desde 22 de outubro do ano passado. Na ocasião, ele se apresentou espontaneamente à Polícia Civil de São Paulo. Após passar pela Central de Polícia Judiciária de Marília, foi transferido para a Penitenciária 2 de Gália, onde permanece detido.

Investigações apontam série de denúncias

O médico responde a um processo criminal que reúne 18 denúncias. Em janeiro de 2026, a primeira audiência de instrução ocorreu no Fórum de Marília e se estendeu por mais de sete horas. Ele participou por videoconferência diretamente do presídio.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo, os supostos abusos aconteciam principalmente durante momentos de entrada e saída das consultas, quando não havia outros funcionários no local. A Promotoria classifica os atos como importunação sexual e descarta qualquer possibilidade de acordo.

As investigações conduzidas pela Delegacia de Defesa da Mulher indicam que os casos ocorreram dentro da relação médico-paciente. Além de Marília, há apurações semelhantes nas cidades de Garça e Lins.

A defesa do psiquiatra chegou a pedir habeas corpus para que ele respondesse em liberdade. No entanto, a Justiça negou o recurso e manteve a prisão preventiva.

Por fim, os advogados negam as acusações e afirmam confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo judicial.

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