CORREDOR DA MORTE

MPF pede obras urgentes na BR-153 e pressiona concessionária

Justiça dá prazo e pode adotar medidas contra empresa após alerta sobre risco na rodovia
Divulgação/Polícia Rodoviária Federal
Divulgação/Polícia Rodoviária Federal
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A situação da rodovia BR-153 entrou no radar das autoridades. O Ministério Público Federal acionou a Justiça e cobrou intervenções imediatas no trecho entre Guaimbê, Marília e Ourinhos.

Além disso, a Justiça Federal deu prazo de 72 horas para que a concessionária Triunfo Transbrasiliana, a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a União apresentem explicações.

Rodovia apresenta situação crítica

De acordo com o MPF, o estado de conservação da BR-153 é crítico. Relatórios técnicos apontam que 65% do trecho analisado apresenta irregularidades.

Além disso, 31% do pavimento está em condição considerada “péssima” ou “destruída”.

Os peritos também identificaram trincas do tipo “couro de jacaré”, o que indica desgaste estrutural do asfalto. Ao mesmo tempo, testes mostraram baixa aderência em 63% dos pontos críticos.

Por isso, o risco de acidentes aumenta, principalmente em períodos de chuva.

Trecho concentra mortes

Entre os quilômetros 215 e 347, conhecido como “corredor da morte”, o cenário preocupa ainda mais.

Nos últimos sete anos, esse trecho registrou 56 mortes.

Dessa forma, o MPF reforça a necessidade de obras urgentes para garantir segurança aos motoristas.

Lucro contrasta com falta de manutenção

Apesar das falhas na rodovia, a concessionária apresentou resultado financeiro elevado. Em 2023, a Triunfo Transbrasiliana registrou Ebitda de R$ 116,6 milhões.

Segundo o MPF, esse valor seria suficiente para custear as intervenções necessárias.

No entanto, o órgão aponta possível priorização de ganhos no curto prazo, além da redução de 22% na frota de apoio operacional.

Medidas podem atingir arrecadação

O procurador Antonio Marcos Martins Manvailer pediu medidas para garantir a execução das obras.

Entre elas:

  • bloqueio de 30% da arrecadação diária de pedágio
  • uso direto dos recursos para financiar a recuperação
  • prazo de até 180 dias para conclusão das obras

Além disso, em caso de descumprimento, o MPF pede a suspensão da cobrança de pedágio.

Intervenção pode ser aplicada

Se a situação persistir, a ação prevê a nomeação de um interventor judicial para assumir a concessão.

Além disso, o MPF pede indenização de R$ 500 milhões por danos morais coletivos.

O processo tramita na Justiça Federal em Marília, que ainda avalia um pedido de liminar para início imediato das obras.

Apesar disso, o procurador afirmou que busca uma solução consensual. Segundo ele, o objetivo principal é garantir segurança aos usuários da rodovia.

Com isso, o caso pode provocar mudanças importantes na gestão de um dos principais corredores rodoviários da região.

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