OPERAÇÃO HERMES

PF faz operação contra grupo suspeito de espalhar notas falsas

Operação Hermes cumpre mandados em três cidades e investiga crimes como tráfico de drogas, estelionato e lavagem de dinheiro
Divulgação/Polícia Federal
Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal realizou uma operação na manhã desta terça-feira (9) contra um grupo suspeito de espalhar notas falsas no interior paulista. Além da circulação de dinheiro falsificado, os investigados também podem ter ligação com crimes como tráfico de drogas, estelionato, posse irregular de arma de fogo e lavagem de dinheiro.

Batizada de Operação Hermes, a ação mobiliza equipes da Polícia Federal de Marília e concentra as investigações na região de Assis. Ao mesmo tempo, os agentes cumprem mandados judiciais para reunir novas provas e aprofundar a apuração do esquema.

Segundo a PF, a investigação começou após a prisão em flagrante de um dos integrantes do grupo. Na ocasião, ele recebeu cédulas falsas enviadas pelos Correios. A partir desse episódio, os investigadores identificaram outros suspeitos e ampliaram o alcance das apurações.

Investigação revelou divisão de funções

Durante as diligências, os policiais descobriram que a organização mantinha diferentes núcleos de atuação. Além disso, cada integrante exercia uma função específica dentro da estrutura criminosa.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo atuava em várias regiões do país e movimentou uma quantidade expressiva de dinheiro falso ao longo dos últimos anos. Dessa forma, os investigadores passaram a apurar não apenas a circulação de notas falsificadas, mas também outros crimes relacionados.

Ainda segundo a PF, os elementos reunidos até o momento indicam uma organização estruturada e com divisão de tarefas entre seus integrantes. Por isso, a operação busca identificar toda a rede envolvida no esquema.

PF cumpre mandados em três cidades

Nesta fase da investigação, os agentes executam seis mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal.

Além disso, as equipes atuam simultaneamente nas cidades de Assis, Palmital e Castilho. Durante as buscas, os policiais recolhem documentos, celulares, computadores e outros materiais que podem contribuir para o avanço das investigações.

Em seguida, os peritos analisarão todo o conteúdo apreendido. Com isso, a Polícia Federal espera identificar novos envolvidos e esclarecer detalhes da atuação do grupo.

Nome da operação remete à estratégia dos investigados

A Polícia Federal escolheu o nome Hermes em referência ao personagem da mitologia grega conhecido como mensageiro dos deuses.

Hermes era associado a viajantes, comerciantes e diplomatas. No entanto, também ficou conhecido pela astúcia e pela capacidade de enganar, características frequentemente relacionadas a ladrões e trapaceiros.

Por esse motivo, a PF entendeu que a referência representa a estratégia adotada pelos investigados. Segundo a corporação, o grupo tentava utilizar canais legítimos de transporte, como os Correios, para movimentar cédulas falsas e facilitar a prática dos crimes investigados.

Enquanto a operação avança, os policiais continuam analisando as informações obtidas durante as buscas. Dessa maneira, a investigação poderá identificar outros participantes e aprofundar o esclarecimento dos fatos.

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