A Tabela SUS Paulista amplia atendimentos na região de Marília e começa a transformar a realidade dos hospitais públicos e filantrópicos. O programa do Governo de São Paulo complementa os valores pagos pelo SUS federal e garante mais recursos para cirurgias, exames e internações.
Com esse reforço, as unidades de saúde passam a ter condições reais de ampliar serviços e reduzir filas. Além disso, o modelo fortalece financeiramente hospitais que antes enfrentavam dificuldades para manter atendimentos pelo SUS.
O Estado criou a iniciativa para enfrentar a defasagem histórica da tabela nacional do SUS. Assim, o complemento estadual cobre parte do custo real dos procedimentos e evita prejuízos às instituições conveniadas.
Desde 2024, o Governo de São Paulo já destinou cerca de R$ 8 bilhões ao programa. O valor cobre procedimentos hospitalares, internações, cirurgias e exames. Em alguns casos, o complemento pode chegar a cinco vezes o valor pago pelo Ministério da Saúde.
Como funciona o complemento estadual
A Tabela SUS Paulista atua como um acréscimo direto aos repasses federais. Com isso, hospitais passam a receber valores mais próximos do custo real dos atendimentos.
Atualmente, cerca de 800 hospitais em todas as regiões do Estado participam do programa. Esse grupo inclui Santas Casas, entidades filantrópicas e autárquicas, responsáveis por aproximadamente metade de todos os atendimentos hospitalares do SUS em São Paulo.
Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde ampliou o alcance da Tabela SUS Paulista para hospitais municipais. A medida beneficia mais de 100 unidades em cerca de 70 cidades.
Impacto direto para quem usa o SUS
Com mais recursos, os hospitais conseguem ampliar serviços e melhorar o atendimento à população. Entre os principais efeitos estão:
- aumento no número de procedimentos realizados
- redução das filas por cirurgias, exames e internações
- contratação de mais profissionais de saúde
- manutenção de serviços em regiões antes limitadas
- atendimento mais próximo da população
Dessa forma, o programa também reduz a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios.
Reforço histórico na região de Marília
Na área do Departamento Regional de Saúde (DRS-9), que abrange 62 municípios, o impacto é expressivo. Entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, o Estado repassou R$ 390,2 milhões em complementação para 43 instituições da região.
Somente em Marília, os repasses chegaram a R$ 183,6 milhões no período. Já nos atendimentos hospitalares, o complemento estadual atingiu R$ 157,3 milhões, praticamente dobrando os recursos disponíveis para esse tipo de procedimento.
Na escala regional, os dados também mostram avanço significativo. Pela tabela federal, os hospitais receberam R$ 281,4 milhões. Com a complementação estadual de R$ 356,5 milhões, o total saltou para R$ 638 milhões.
Os números comprovam que a Tabela SUS Paulista fortalece a rede hospitalar regional e cria condições para ampliar a oferta de serviços.
Incentivo à melhoria do SUS
O programa mantém os princípios do SUS, como universalidade e gratuidade, mas corrige uma das maiores defasagens do sistema: o subfinanciamento dos procedimentos.
Com mais investimento, o Estado aposta na melhoria do atendimento e na redução do tempo de espera da população.






