O governo Trump enviou a Guarda Nacional a Washington DC nesta terça-feira (12) para reforçar a segurança da capital. A prefeita Muriel Bowser classificou a medida como autoritária e desnecessária, já que a cidade apresenta índices de criminalidade baixos.
Ao todo, 800 soldados da Guarda Nacional e 500 agentes federais ocupam pontos estratégicos. Trump justificou a operação alegando aumento de crimes violentos e mortes de inocentes, sob o lema “tornar DC segura outra vez”. Ele afirmou que moradores de rua deveriam ser removidos e criminosos presos imediatamente.
Em resposta, a prefeita Muriel Bowser afirmou que a criminalidade está sob controle. Ela destacou que a Guarda Nacional não tem poder de prisão e que os dados oficiais mostram a menor taxa de crimes violentos em 30 anos. Além disso, o FBI registrou uma queda de 9% na criminalidade em relação ao ano passado.
Veículos blindados já circulam nas áreas centrais e turísticas. Além disso, cerca de 850 policiais realizam operações, que resultaram em 23 detenções por homicídio, crimes com armas, tráfico de drogas, evasão fiscal e atos obscenos.
Nos Estados Unidos, a Guarda Nacional geralmente responde ao governador. Contudo, em Washington DC, a força atua sob comando direto do presidente. Esta mobilização ocorre após outra operação de Trump em junho, quando cerca de 2 mil militares foram enviados a Los Angeles durante protestos contra detenções de imigrantes ilegais.


