A Espanha enfrenta uma onda de incêndios que já destruiu 343 mil hectares em 2025, superando os 306 mil hectares registrados em 2022, segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS). Além disso, o número indica que o país vive uma das piores temporadas de fogo da última década.
As regiões mais atingidas estão no noroeste e oeste, incluindo Castela e Leão, Galiza e Extremadura, todas próximas à fronteira com Portugal. Em Castela e Leão, um bombeiro morreu após o caminhão-cisterna em que estava tombar em uma estrada florestal. Dessa forma, o total de vítimas chega a quatro neste verão.
As autoridades informam que 19 grandes incêndios continuam ativos em Castela e Leão. Além disso, outros focos avançam pela Galiza e Extremadura. Por conta disso, milhares de moradores precisaram deixar suas casas em cidades como Leão, Palencia, Zamora e Salamanca. Enquanto isso, 15 estradas secundárias permanecem interditadas e o trem de alta velocidade entre Madri e Galiza segue suspenso pelo sexto dia consecutivo.
O calor extremo dificulta o combate ao fogo. Após 16 dias consecutivos de ondas de calor, a previsão de queda de temperatura pode ajudar a controlar as chamas. Entretanto, a ministra da Defesa, Margarita Robles, afirmou que apenas a mudança no clima deve reduzir a propagação dos incêndios.
Nos últimos dias, mais de 70 mil hectares foram consumidos pelo fogo, e o total desde o início do ano chega a 157 mil hectares, segundo o EFFIS. Além disso, outras regiões da Europa, como Portugal, Grécia e França, também sofrem com altas temperaturas e incêndios florestais.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez prometeu apoio total às comunidades autônomas. Além disso, ele reforçou que o governo fornecerá recursos completos para combater os focos e sugeriu a criação de um “pacto de Estado” para enfrentar a emergência climática e prevenir novos desastres.



