A Polícia Civil investiga um suposto golpe em vendas de piscinas em Marília após, pelo menos, dez clientes registrarem boletins de ocorrência. Segundo os relatos, os consumidores pagaram pelos produtos e pela instalação, porém não receberam o serviço.
As negociações ocorreram com uma empresa que atuava na avenida da Saudade, no bairro Mirante, zona oeste da cidade. Além disso, o local utilizava nome fantasia próprio e também a marca de um fabricante conhecido. No entanto, conforme os registros, a fabricante não teria relação direta com as supostas irregularidades.
Entre os casos apurados, está o de uma servidora pública estadual, de 66 anos. Ela afirmou que, em 9 de janeiro, comprou uma piscina por mais de R$ 21,6 mil, com prazo de até 30 dias para a instalação. Contudo, apesar da promessa de envio de equipe, ninguém compareceu. Em seguida, sem resposta por telefone ou WhatsApp, ela foi até a loja e encontrou o local fechado.
Outro caso envolve um professor de Paraguaçu Paulista, de 27 anos. Segundo o relato, ele adquiriu uma piscina por R$ 14,9 mil e pagou quase R$ 12 mil de entrada. A instalação estava prevista para o fim de janeiro. Entretanto, o responsável deixou de responder às mensagens e teria bloqueado o contato. Depois disso, em fevereiro, ao procurar a loja, foi informado de que o antigo proprietário não estaria mais na cidade.
Diante disso, as vítimas relatam que receberam orientação, inclusive da própria fabricante, para registrar ocorrência por suspeita de estelionato. Assim, a polícia apura um possível padrão: negociação presencial, assinatura de contrato, pagamento antecipado e interrupção do contato.
Fabricante intervém e promete regularizar contratos
Após problemas com a gestão anterior, a fabricante informou que decidiu intervir. Por isso, uma nova equipe assumiu o espaço da loja há cerca de 15 dias para intermediar a solução dos casos. Segundo a empresa, o antigo responsável deixou o local, desligou os telefones e não entregou os produtos.
A marca afirma que vai instalar as piscinas de todos que comprovarem a compra. Para isso, os clientes precisam registrar boletim de ocorrência e apresentar os comprovantes de pagamento. Enquanto isso, as primeiras instalações já começaram, e o atendimento presencial segue para organizar a fila de regularização.






