O incêndio que matou oito detentos em 2025 ainda repercute em Marília. Agora, o Ministério Público de São Paulo apura possíveis falhas na segurança e nas condições de trabalho na Penitenciária de Marília, em Padre Nóbrega.
A investigação começou após denúncia do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária e demais Servidores Públicos do Sistema Penitenciário. Segundo a entidade, policiais penais atuaram sem proteção adequada durante o incêndio.
Denúncia aponta risco aos servidores
De acordo com o sindicato, os agentes entraram em um ambiente com fumaça intensa e gases tóxicos. No entanto, não tinham equipamentos respiratórios adequados.
Por isso, vários servidores sofreram intoxicação. Além disso, a entidade cobra responsabilização do Estado e medidas para evitar novos casos.
Incêndio deixou mortos e feridos
O fogo começou na tarde de 25 de novembro de 2025, quando um detento ateou fogo nos próprios pertences.
A fumaça se espalhou rapidamente no espaço fechado, onde estavam 14 presos. Cinco morreram no local. Outros dois faleceram no Hospital das Clínicas da Famema. A oitava vítima morreu dias depois na Santa Casa de Misericórdia de Marília.
Além disso, 12 pessoas ficaram feridas, incluindo cinco policiais penais que participaram do resgate.
Superlotação agravava a situação
Dados da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo mostram que a unidade tinha 1.080 presos para 622 vagas.
Ou seja, a superlotação chegava a 74%. Esse cenário já indicava riscos antes do incêndio.
MP apura falhas e responsabilidades
O Ministério Público analisa as condições de trabalho, a estrutura da unidade e a atuação durante o incêndio.
O caso pode gerar mudanças no sistema prisional, principalmente nos protocolos de segurança.
Polícia Penal cita reformas
A Polícia Penal afirma que não foi notificada oficialmente. Mesmo assim, diz que deu suporte aos servidores na ocorrência.
Além disso, informou que reformou o setor atingido. As melhorias incluíram ventilação, iluminação e ampliação do pátio, com investimento de cerca de R$ 100 mil.



