SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

STF cobra explicações sobre verba ligada a filme de Bolsonaro

Supremo tenta intimar deputado Mario Frias em investigação sobre repasses para ONG ligada ao longa “Dark Horse”
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal tenta intimar o deputado federal Mario Frias para prestar esclarecimentos sobre repasses de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas ao filme “Dark Horse”, produção sobre a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018.

O ministro Flávio Dino conduz o caso no âmbito da ADPF 854. Segundo a denúncia apresentada ao Supremo, Mario Frias destinou R$ 2 milhões para a ONG Instituto Conhecer Brasil.

Deputada pediu investigação dos repasses

A deputada federal Tábata Amaral apresentou a ação ao STF. Segundo ela, os recursos públicos podem ter abastecido um conjunto de organizações interligadas.

Além disso, a parlamentar questiona a destinação de verbas parlamentares para entidades relacionadas à produção do longa-metragem. Dessa forma, a ação pede esclarecimentos sobre o caminho seguido pelos recursos públicos.

A investigação também inclui as seguintes organizações:

  • Instituto Conhecer Brasil
  • Academia Nacional de Cultura
  • Go Up Entertainment
  • Conhecer Brasil Assessoria

Segundo a denúncia, todas as entidades possuem ligação com a produtora cultural Karina Ferreira da Gama. Além disso, o processo aponta conexão entre os CNPJs investigados.

Outros parlamentares também aparecem na ação

Além de Mario Frias, o ministro Flávio Dino determinou a intimação de Bia Kicis e Marcos Pollon.

De acordo com o processo, os valores investigados chegam a R$ 2,6 milhões em repasses destinados a CNPJs ligados à produtora cultural.

Enquanto isso, o filme “Dark Horse” voltou ao debate político após a divulgação de um áudio do senador Flávio Bolsonaro.

Na gravação, ele cobra recursos do empresário Daniel Vorcaro para financiar a produção do filme. Com isso, o caso ganhou nova repercussão política nos últimos dias.

A reportagem informou que não conseguiu contato com a assessoria de Mario Frias nem com Karina Gama. Mesmo assim, o espaço permanece aberto para manifestações.

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