PRIMEIRO EMPREGO

Senado aprova incentivo ao primeiro emprego para jovens

Projeto reduz encargos para empresas e cria contrato específico para trabalhadores sem experiência formal
Carlos Moura/Agência Senado
Carlos Moura/Agência Senado

Conseguir o primeiro emprego poderá ficar mais fácil para milhões de jovens brasileiros. O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto que cria um modelo especial de contratação para pessoas entre 18 e 29 anos que nunca trabalharam com carteira assinada.

Agora, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A proposta aposta na redução de encargos trabalhistas para incentivar empresas a abrir vagas para jovens sem experiência profissional formal. Além disso, o projeto cria o chamado contrato de primeiro emprego.

Empresas terão redução de custos

Pelas novas regras, empresas que aderirem ao programa pagarão menos FGTS e contribuição previdenciária sobre os contratos firmados.

Nas microempresas, por exemplo, a alíquota do FGTS cairá de 8% para 2%. Enquanto isso, empresas de pequeno porte, entidades filantrópicas, associações e sindicatos recolherão 4%.

Já as demais empresas pagarão 6%.

Além disso, o texto reduz de 20% para 10% a contribuição patronal destinada à Seguridade Social sobre o salário do trabalhador contratado pelo programa.

O objetivo do projeto é estimular a abertura de vagas para jovens que encontram dificuldades para entrar no mercado justamente por falta de experiência.

Contrato poderá durar até 24 meses

O programa atenderá jovens matriculados no ensino superior, educação profissional, educação tecnológica e educação de jovens e adultos.

Além disso, quem já concluiu essas modalidades de ensino também poderá participar.

Os contratos terão duração mínima de seis meses. No entanto, as empresas poderão renovar o vínculo até três vezes, respeitando o limite máximo de 24 meses.

O texto ainda permite que o empregador transforme o contrato em efetivo a qualquer momento.

Durante a votação, o relator da proposta, senador Renan Calheiros, retirou do texto os trechos que criavam incentivos para contratação de trabalhadores acima de 50 anos desempregados há mais de um ano.

Segundo o parlamentar, o assunto não fazia parte da proposta original enviada pela Câmara dos Deputados e precisava de discussão separada.

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