Dentro de uma creche de Córdoba, na Argentina, uma tarde comum de atividades acabou interrompida pela descoberta de 71 porções com cocaína numa bolsinha que estava com um menino de dois anos. Quem localizou o material foi uma das funcionárias da unidade, durante o momento de brincadeira. A mãe do menino teria sido presa no mesmo dia.
O acionamento da polícia partiu da equipe da creche. A operação que resultou na detenção contou com a Força Policial Antinarcóticos (FPA), unidade argentina especializada no combate ao tráfico, conforme veículos locais. O nome da mulher não foi divulgado.
Como a bolsinha com as porções com cocaína foi notada
Duas crianças, de dois e três anos, teriam sido deixadas em salas diferentes por volta das 12h30, antes de a mulher ir embora. Pouco depois, para acomodar o mais novo no tapete de atividades, a mochila e o casaco dele foram retirados por uma funcionária. Foi nesse instante que a tentativa do menino de abrir uma bolsinha rosa chamou a atenção dela.
O objeto foi então recolhido e aberto. Saquinhos transparentes com um pó branco apareceram no interior, e a suspeita de que fosse droga motivou o chamado à polícia.
Detenção na hora de buscar as crianças
O retorno da mulher para buscar as crianças veio mais tarde, e ela foi comunicada do episódio. Seguiu-se uma discussão. A devolução da carteira teria sido exigida por ela e negada pelas funcionárias.
Uma justificativa atribuída à mulher pela imprensa local, e registrada no boletim policial, é a de que aquilo “sustentava” os filhos pequenos. Avisados pelas funcionárias de que ela estava no local, os policiais chegaram com apoio da FPA e efetuaram a detenção.
Exames posteriores apontaram cocaína no conteúdo dos saquinhos. As 71 porções com cocaína ficaram apreendidas e a mulher, sob custódia. Um protocolo de proteção às crianças foi acionado, e a avó assumiu os cuidados delas.
Ao jornal La Voz, o ministro de Segurança de Córdoba, Juan Pablo Quinteros, repetiu a versão da fala no momento em que ela buscava as crianças: “sustentou que com isso [a droga] dava de comer aos seus filhos”. “É o retrato de uma situação muito grave”, disse ele, ao mencionar o risco caso o material tivesse sido ingerido. Todo o sistema de proteção teria entrado em alerta após o caso.




