JUSTIÇA

Acusado de matar homem após aposta de R$ 20 vira réu em Marília

Crime aconteceu depois de discussão em bar na zona sul da cidade após disputa de queda de braço
Reprodução
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A Justiça de Marília aceitou a denúncia do Ministério Público contra David William Rodrigues Feitosa, acusado de matar Fagner Justino da Silva após uma discussão provocada por uma aposta de R$ 20 em um bar da Vila Hípica Paulista, zona sul da cidade.

A decisão saiu na terça-feira (12) e foi assinada pelo juiz Fabiano da Silva Moreno, da 3ª Vara Criminal. Com isso, o investigado passa oficialmente à condição de réu no processo.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu no dia 23 de abril de 2026, depois de uma disputa de queda de braço entre os dois homens.

Discussão começou após cobrança de aposta

De acordo com a Promotoria, a vítima venceu a disputa e começou a cobrar o pagamento da aposta de R$ 20. No entanto, a situação rapidamente evoluiu para uma discussão.

Logo depois, os dois passaram a se agredir na área externa do estabelecimento. Nesse momento, conforme o processo, o acusado sacou uma faca e atingiu Fagner com vários golpes.

O Ministério Público afirma que David desferiu oito facadas contra a vítima. Além disso, mesmo com Fagner caído e gravemente ferido, o agressor ainda teria aplicado outros dois golpes.

Vítima morreu antes da chegada do socorro

A vítima sofreu hemorragia interna e externa e morreu ainda no local, antes da chegada do atendimento médico.

Na denúncia, o Ministério Público apontou as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Ao analisar o caso, o magistrado entendeu que existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para abertura da ação penal.

Agora, o réu deverá apresentar defesa por escrito no prazo de dez dias após ser citado oficialmente pela Justiça.

Além disso, o Ministério Público pediu que o acusado responda pelo caso no Tribunal do Júri.

Pelo crime de homicídio qualificado, a pena prevista no Código Penal varia de 12 a 30 anos de prisão.

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