TRIBUNAL DO JÚRI

Júri condena dono de chácara a 23 anos por morte em festa em Marília

Réu foi responsabilizado por disparo que matou jovem de 19 anos durante evento em Padre Nóbrega
Reprodução
Reprodução

O Tribunal do Júri de Marília condenou Caio Baldinoti Alves dos Santos a 23 anos e seis meses de prisão em regime fechado pela morte do jovem Cauã Rafael Rodrigues Joca, de 19 anos.

O julgamento aconteceu nesta terça-feira (12) e se estendeu por mais de 12 horas. Além disso, o fórum montou forte esquema de segurança e restringiu o acesso ao público porque o processo tramitava sob sigilo judicial.

Durante a sessão, uma testemunha acabou presa em flagrante por falso testemunho. Segundo o processo, o homem teria mentido durante o depoimento prestado aos jurados.

Jurados aceitaram tese do Ministério Público

Após os debates, os jurados acolheram, por maioria de votos, as teses apresentadas pelo Ministério Público.

Além disso, o Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O júri também condenou o réu por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A juíza Josiane Patrícia Cabrini Martins Machado determinou a manutenção da prisão preventiva. Além disso, ela negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.

Crime ocorreu durante festa em chácara

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 16 de abril de 2023, em uma chácara de Padre Nóbrega.

De acordo com as investigações, Cauã e dois amigos tentavam entrar na festa sem pagar. Para isso, o grupo caminhava por um pasto lateral e tentava ultrapassar a cerca da propriedade.

Nesse momento, conforme o inquérito policial, um homem apareceu do lado interno da chácara e efetuou um disparo de pistola calibre 9 milímetros.

Logo depois, o tiro atingiu a cabeça do jovem, que morreu ainda no local.

Polícia encontrou arma com alterações

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que a arma utilizada no crime pertencia legalmente ao acusado.

Posteriormente, os policiais apreenderam a pistola na residência de Caio Baldinoti. No entanto, o armamento apresentava alterações no cano e no percussor, o que impediu o confronto balístico.

Além disso, o Ministério Público afirmou que o acusado demorou para entregar a arma às autoridades e recusou fornecer material genético para perícia.

Já a defesa sustentou durante o julgamento que o réu permaneceu na mesa de som da festa no momento do disparo. Porém, os jurados rejeitaram a versão apresentada.

Caio Baldinoti permanece preso no sistema prisional.

Compartilhar essa notícia