Os incêndios florestais na Espanha provocaram a morte de um bombeiro voluntário e deixaram várias pessoas hospitalizadas nesta quarta-feira (13). Ventos fortes e calor intenso dificultam o combate às chamas e mantêm vários focos fora de controle.
As equipes de emergência ainda enfrentam pelo menos seis grandes focos ativos. O primeiro-ministro Pedro Sánchez alertou que a situação continua grave e reforçou a necessidade de extrema cautela. Até agora, o fogo consumiu quase 99 mil hectares no país.
Além disso, uma onda de calor de dez dias, prevista até segunda-feira (18), mantém o risco de novos incêndios em nível extremo, segundo a agência meteorológica estatal Aemet. [citacao]“Estamos no ponto mais desafiador da temporada”, afirmou a Aemet.[/citacao]
O bombeiro voluntário de 35 anos tentava criar uma barreira contra o fogo próximo à cidade de Nogarejas, na região central de Castela e Leão, quando ficou preso nas chamas. Esse foco possuía duas frentes ativas, e os meteorologistas preveem ventos fortes e tempestades adicionais.
Mais de 5 mil pessoas evacuaram a região, enquanto os bombeiros concentraram esforços em proteger cidades menores. A ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen, afirmou que muitos incêndios podem ter sido provocados intencionalmente, embora ainda seja cedo para confirmar a origem de cada foco.
Na segunda-feira, outro incêndio matou um homem em um estábulo nos arredores de Madri, atingindo casas e fazendas antes de ser controlado. Na Galícia, seis focos ativos afetavam 10 mil hectares na província de Ourense. O líder regional Alfonso Rueda classificou a situação como complicada devido às condições climáticas extremas.



