JUSTIÇA

Casal é condenado a 5 anos por tráfico em Vera Cruz

Justiça manteve a prisão dos réus e destacou reincidência da mulher no mesmo ponto de venda de drogas
Wagner Silva/Gazeta da Cidade
Wagner Silva/Gazeta da Cidade

O envolvimento com o tráfico de drogas levou um casal de Vera Cruz à condenação na Justiça de Marília. A decisão, assinada pelo juiz Paulo Gustavo Ferrari, da 2ª Vara Criminal, impôs pena de cinco anos de prisão em regime fechado para Flávio Henrique Ronczkoyski Dourado e Ana Júlia Emilio Barbosa, além do pagamento de multa.

A condenação tem como base um flagrante realizado pela Polícia Militar na noite de 1º de agosto do ano passado, na rua Joaquim Felisberto Furtado. O local, conhecido como “Viela”, aparece com frequência em ocorrências relacionadas ao comércio ilegal de entorpecentes.

Segundo o processo, os policiais patrulhavam a região quando perceberam a movimentação do casal. Ao notar a presença da viatura, a dupla tentou seguir rapidamente para o interior da viela. Contudo, a equipe realizou a abordagem antes que os suspeitos deixassem o local.

Drogas e dinheiro apreendidos

Durante a revista, os policiais localizaram com Flávio uma pochete escondida dentro da calça. No interior havia nove porções de maconha, 79 microtubos de crack, seis porções de cocaína e R$ 114,90 em dinheiro.

Já Ana Júlia carregava um saco plástico sob a blusa contendo 35 microtubos de cocaína e R$ 110 em espécie.

Em juízo, Flávio negou participação no tráfico. Ele alegou que estava no local apenas para comprar maconha para consumo próprio e afirmou ser usuário de drogas havia cerca de cinco anos. Já Ana Júlia optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.

Histórico da acusada influenciou decisão

Ao analisar as provas, o magistrado considerou incompatível a versão apresentada pela defesa. Conforme a sentença, a diversidade das drogas, a forma de acondicionamento e a quantia em dinheiro fracionado reforçaram a caracterização do tráfico.

“O conjunto probatório demonstra a destinação mercantil das substâncias”, destacou o juiz na decisão.

Além disso, a Justiça levou em consideração o histórico de Ana Júlia. Conforme os autos, ela já havia sido presa outras duas vezes pelo mesmo crime e no mesmo endereço, nos meses de junho e julho daquele ano. Nas duas ocasiões, entretanto, obteve liberdade provisória.

Por fim, o magistrado manteve a prisão preventiva dos condenados. Dessa forma, Flávio e Ana Júlia deverão permanecer presos durante a tramitação de eventuais recursos.

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