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Golpe de identidade atinge premiê britânico Andy Burnham

Impostora se passou por chefe de gabinete de Trump

Temilade Adelaja/Reuters
Temilade Adelaja/Reuters
JGL

No universo da diplomacia digital, onde autoridades trocam mensagens diretamente com aliados internacionais, um golpe de identidade colocou em xeque a segurança do governo britânico. Uma suposta troca de mensagens entre o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e uma impostora que se fez passar por Susie Wiles, chefe de gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, veio à tona nesta semana. Uma possível brecha de segurança envolvendo o chefe do governo do Reino Unido é o que está em jogo no episódio.

Como o golpe de identidade foi identificado

Antes de desconfiar do impostor, Burnham respondeu ao contato, segundo autoridades ouvidas pela reportagem; o episódio teria se limitado a “algumas mensagens” de texto, sem qualquer ligação telefônica. Assim que a suspeita surgiu, o caso foi levado às autoridades competentes, e fontes garantem que “nenhuma mensagem significativa” chegou a ser enviada. Data, quantidade de mensagens e aplicativo usado não foram divulgados por Downing Street; questionado, um porta-voz do governo limitou-se a dizer que “não comentamos assuntos de segurança nacional”.

Casos semelhantes nos bastidores do poder

Não haveria ligação entre esse episódio e a invasão do telefone de Wiles apurada pelo FBI no ano passado, segundo um funcionário da Casa Branca ouvido pela BBC — caso em que impostores acessaram a lista de contatos da assessora para abordar autoridades e empresários americanos. O aparelho pessoal de Wiles, e não um dispositivo oficial do governo, foi o alvo daquele ataque, que teve como destinatários senadores, governadores e executivos de grandes empresas americanas. Em 2024, uma unidade de espionagem cibernética ligada à Guarda Revolucionária do Irã já havia tentado atingir Wiles.

Integrantes do alto escalão britânico já haviam sido alvo de golpes de identidade semelhantes antes de Burnham: em 2024, o então secretário de Relações Exteriores David Cameron trocou mensagens com um impostor que se passava pelo ex-presidente ucraniano Petro Poroshenko.

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