A Justiça de Getulina decidiu levar ao Tribunal do Júri o homem acusado de agredir uma adolescente de 15 anos durante um episódio de violência registrado no ano passado. O caso ocorreu em novembro de 2025 e ganhou novos desdobramentos após decisão do juiz Luis Fernando Vian, da Vara Única do município.
Segundo a investigação, o acusado mantinha um relacionamento conturbado com a jovem. Além disso, testemunhas relataram episódios frequentes de ciúmes, discussões e comportamento agressivo.
O crime aconteceu na madrugada de 2 de novembro, em uma residência na Vila Flaqueiro. Conforme o relato da vítima, a confusão começou após uma discussão motivada pelo término do relacionamento. Durante o episódio, o homem teria humilhado a adolescente e iniciado as agressões dentro do imóvel.
Adolescente passou por cirurgia após agressões
Ainda de acordo com o processo, a violência aumentou quando a jovem tentou deixar a residência. Nesse momento, ela sofreu ferimentos graves e perdeu muito sangue.
Inicialmente, equipes médicas atenderam a adolescente na Santa Casa de Getulina. Depois, devido à gravidade do quadro, os profissionais transferiram a vítima para um hospital em Lins, onde ela passou por cirurgia.
Logo após o caso, policiais prenderam o acusado em flagrante. Durante o interrogatório, ele admitiu parte das agressões, porém alegou que os ferimentos aconteceram durante uma luta corporal. Mesmo assim, a defesa pediu que a Justiça tratasse o caso como lesão corporal.
Justiça manteve prisão preventiva
O magistrado, entretanto, considerou que existem elementos suficientes para levar o caso ao Tribunal do Júri. Na decisão, o juiz destacou que as circunstâncias apresentadas pela investigação permitem analisar a possível intenção de matar.
Com isso, o réu responderá por tentativa de homicídio qualificado, dentro do contexto de violência doméstica e com agravantes previstos no processo.
Além disso, a Justiça manteve a prisão preventiva do acusado. Segundo o juiz, a medida continua necessária para preservar a ordem pública e garantir o andamento da ação penal.
Até o momento, o Tribunal de Justiça ainda não definiu a data do julgamento.
Atualmente com 16 anos, a adolescente segue em acompanhamento psicológico por causa dos traumas provocados pelo episódio.






